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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Uma breve introdução ao Islam

Estou fascinada com o Islam e as Mulheres Muçulmanas, agradeço pelas críticas das minhas leitoras Nahid e Marla por me mostrar verdadeiramente essa bela história.

Que Allah proteja todas nós!

Através da Nahid conheci a coluna Religião e Fé do Jornal Extra, então sempre estarei postando os textos do Sami Isbelle,


Para nós, muçulmanos, o Islam não é uma religião nova, e sim a mesma religião revelada por Deus a todos os seus profetas e mensageiros, dentre eles Noé, Abraão, Moisés, Jesus e Muhammad (Que a bênção e a paz de Deus estejam com todos eles). Islam é uma palavra que deriva da raiz árabe “salam”, que significa “paz”, e, no sentido religioso, Islam quer dizer “submissão voluntária à vontade de Deus”. E muçulmano, por conseguinte, é todo aquele que se submete voluntariamente à vontade de Deus, sendo o nome dado para designar os que praticam e seguem o Islam.

Cabe também esclarecer que Allah não é o “Deus dos muçulmanos”. O Islam é uma religião monoteísta, e o Deus dos muçulmanos é o mesmo que o dos judeus e cristãos, por exemplo. “Allah” é a palavra árabe que designa “Deus”, assim como “God” é “Deus” em inglês. Ainda em relação a terminologias, nós não aceitamos as denominações “maometismo” para se referir ao Islam, nem “maometano” para designar seus praticantes. Deus, através do Seu último Livro revelado, que acreditamos ter sido o Alcorão, já nomeou a religião como Islam, e quem a segue como muçulmano.

(5:3)- “Hoje tenho aperfeiçoado a religião para vós; tenho-vos agraciado generosamente, e aponto o Islam por religião.”

(3:84)- “Dize: Cremos em Deus, e no que nos foi revelado, e no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos, e no que, de seu Senhor, foi concedido a Moisés, a Jesus e aos profetas; não fazemos distinção alguma entre eles, porque somos, para Ele, muçulmanos (submissos).”

O último profeta no qual os muçulmanos crêem é conhecido no Brasil como Maomé. Nós também não compartilhamos dessa designação, pois existe uma regra em tradução em que nome próprio não se traduz. Ou seja, ninguém fala João Kennedy, e sim John Kennedy, ou Paulo Mc Cartney, mas sim Paul Mc Cartney. Trata-se de uma corruptela que só é utilizada para se referir ao profeta, pois nenhuma outra pessoa que se chama Muhammad tem seu nome traduzido para Maomé. O nome correto e que deveremos utilizar para o mensageiro é, portanto, Muhammad.

O Alcorão é o último livro revelado por Deus para orientar a humanidade quanto ao caminho que Ele indicou como correto, para que pudéssemos obter o sucesso nessa vida e na outra. Deus, o Altíssimo, criou o ser humano, o dotou de razão e lhe concedeu o livre-arbítrio para que pudesse escolher o caminho que acreditasse ser o melhor. Mas Deus não nos deixou perdidos, sem um rumo. Ele nos orientou através dos profetas e dos Livros revelados para que seguíssemos o caminho que O agrada. Assim, todos nós seremos responsáveis pelas nossas escolhas.

O Islam é um sistema de vida completo, pois fornece diretrizes em todos os assuntos relevantes para o ser humano. Logo, a religião islâmica tem o seu próprio sistema político, econômico, jurídico, social, moral, etc., e está alicerçada em 6 Pilares da Crença, que são: a crença em Deus Único; a crença nos anjos; a crença nos Livros; a crença nos mensageiros; a crença no Dia do Juízo Final; a crença no Decreto Divino, seja ele bom ou mal. E também se baseia em 5 Pilares da Religião: o testemunho; a oração; o zakat; o jejum no mês de Ramadan; a peregrinação a Kaaba, em Meca.

Se Deus quiser, nos próximos textos analisaremos cada um desses pilares que resumem a crença e a prática da religião muçulmana. Até lá!

Sami Isbelle é diretor do departamento educacional e de divulgação da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro (SBMRJ - http://www.sbmrj.org.br/).

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