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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Arquivos da ditadura vão além da tortura, diz professor

Historiador cobra abertura de documentos de ministérios e de outras áreas do governo para conhecer a realidade brasileira

Severino Motta, iG Brasília | 17/01/2011

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Fico, autor de diversos livros sobre a ditadura militar brasileira, disse ao iG que, para além da tortura, o governo precisa se mobilizar para que documentos dos diversos ministérios, universidades, autarquias e estatais também sejam enviado ao Arquivo Nacional e disponibilizados ao público.

“Quando se fala em abrir os arquivos da ditadura, não é só sobre tortura, mas a história do Brasil. Saber como foram tomadas as decisões, o que acontecia em cada ministério ou universidade. É parte de sua história que o Brasil não conhece”, disse.

Ele cobrou uma postura mais arrojada da presidenta Dilma Rousseff tanto no sentido de viabilizar a consulta do que se encontra no Arquivo Nacional, quanto na cobrança dos demais órgãos do governo para que os documentos sejam disponibilizados.

“Para resolver o arquivo nacional precisa de decisão política. A presidente tem que determinar que os ministérios enviem os documentos”, disse.

Entre seus interesses, o professor destacou as obras faraônicas do período da ditadura e a maneira que decisões da política econômica ou das relações internacionais do Brasil eram tomadas. Fatos que, segundo ele, sem a abertura dos documentos, serão impossíveis de se entender.

“Não é só conhecer a tortura, temos que saber como foi negociado o acordo nuclear com a Alemanha, como foi feito e o que foi decidido para debelar a inflação no começo dos anos 80. Qual a política, quais decisões e como foram feitas as grandes obras, como a Ponte Rio-Niterói ou a Rodovia Transamazônica. Tudo isso está guardado e precisa aparecer”, pontuou.

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