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sábado, 16 de julho de 2011

DANÇA AFRICANA – TUDO É MOTIVO PRA UMA KIZOMBA



O reconhecimento crescente da importância da cultura africana na sociedade e no mundo contribui para o desenvolvimento de uma forte expressão da mesma promovendo a sua divulgação e inserção nas sociedades por ela influenciadas. Assim surge esta preocupação generalizada com aspectos ligada à cultura africana, sobretudo na sua valorização como meio de transmissão dos usos e costumes desde o passado ao presente, com a sua ligação para o futuro.

Trataremos aqui, neste artigo, de uma das tradições mais antigas nas sociedades da África Sub-saariana – a dança, tradição esta que vem sendo preservada como uma ponte de comunicação com as energias cósmicas, graças à herança da oralidade.

A preservação da herança ancestral é a força cultural dos povos africanos em plena diversidade de ritmos, transmissão da cultura dos antepassados e o retrato do dia-a-dia nas aldeias africanas.

Nas danças africanas, o corpo é o principal instrumento de expressão, já que, de acordo com a sabedoria ancestral, é através dele que se manifestam as energias do cosmo e da natureza que se está invocando.

Na dança africana, cada parte do corpo movimenta-se com um ritmo diferente. Os pés seguem a base musical, acompanhados pelos braços que equilibram o balanço dos pés. O corpo pode ser comparado a uma orquestra que, tocando vários instrumentos, harmoniza-os numa única sinfonia de sentidos. Nas danças africanas o contato contínuo dos pés nus com a terra é fundamental para absorver as energias que levam ao encontro com a divindade.

A dança nas sociedades tribais africanas até hoje representa uma força de expressão em todo tipo de festividade, ritual ou cerimônia.

Considerando a dança tribal como uma das tradições mais antigas do mundo, por ser de origem pré-histórica, este tipo de manifestação teve papel importante no registro história africana. Essas danças eram feitas com o som do batuque como primeiro instrumento que também servia como comunicador ou sinalizador.

As coreografias eram bastante sincronizadas e harmônicas em sua execução, normalmente as danças eram coletivas e feitas em círculos ou linhas retas ou diagonais.

Tudo era motivo para ser celebrado ou festejado com danças – a guerra, a caça, a sucessão do trono, o casamento, o nascimento, a cerimônia da circuncisão, o heroísmo, a colheita, a chuva, a morte e as energias da natureza.

Já durante os séculos XIV, XV e XVI, as culturas africanas passaram a sofrer alterações devido à influência da cultura européia através dos colonos que tomaram parte do continente.

As danças africanas se fazem numa mistura de sons, canções, batuques, ritmos e movimentos tradicionais com um toque de cores, expressões, gingado, espontaneidade e sensualidade dos corpos em movimento rítmico harmonioso.

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