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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

2011 - Ano Internacional dos Afrosdescendentes





FÓRUM MUNDIAL

Negros trocam experiências no Fórum Social Mundial
Agência Brasil

DACAR (SENEGAL) – Entidades brasileiras ligadas ao movimento negro aproveitam o Fórum Social Mundial na África para trocar experiências e ideias com ativistas de outras partes do mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 2011 como sendo o Ano Internacional dos Afrodescendentes.

“Essa determinação nos leva a estabelecer um compromisso de discutir quais os avanços e quais os desafios que temos ainda pela frente para melhorar a qualidade de vida do povo negro no mundo”, diz Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras. “O papel da diáspora está sendo rediscutido, em face do chamado renascimento africano.”

Segundo Leal, há três propostas em pauta para a discussão do movimento negro, que vai optar por uma para apoiar. “A Odeco (Organização de Desenvolvimento Étnico Comunitário, de Honduras) propõe um encontro este ano. A Alai também quer discutir o tema em maio, para fazer o mapeamento do desafio das organizações negras para um avanço mais revolucionário, não apenas submetido aos governos. E a outra proposta vem de uma associação americana, da filha de Malcolm X, para um encontro em Nova York. Estamos estudando qual vamos apoiar”, afirma.

“O esforço pela libertação do povo negro continua, e de várias formas”, diz Melanie, ativista norte-americana que está no Senegal para o Fórum Social. “Na cultura, na alimentação, nos direitos das mulheres, nos cuidados com saúde, no combate ao HIV/Aids, homofobia. São lutas que não podem ser desconectadas.”

Além de debates, o Fórum também é um espaço para a troca de experiências. Uma delas está sendo demonstrada na via da principal entrada do campus da Universidade Cheik Anta Diop, onde ocorre a maior parte das atividades. Uma plantação circular, com um pequeno galinheiro no meio, chama a atenção de quem passa.

É um protótipo do modelo de produção familiar desenvolvido pelo engenheiro agrônomo senegalês Aly Ndjai, que estudou no Brasil. “Trazer isso para cá é um sonho antigo”, diz. “A África cansou de depender. E com tecnologias desse tipo – fáceis de replicar, de alto impacto e que podem ser feitas pelos senegaleses e para os senegaleses - não podia ter alegria melhor.”

O modelo desenvolvido por Ndjai está implantado em 22 estados brasileiros. Um dos lugares é a fazenda orgânica do ator Marcos Palmeira, localizada em Teresópolis/RJ, a Vale das Palmeiras. Ele também está em Dacar e participa do Fórum Social Mundial.

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