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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Curiosidades de uma Idade Média





Hoje eu vou trazer para vocês a origem de algumas expressões que utilizamos no nosso cotidiano.

Vemos em filmes muita coisa sobre a Idade Média , mas ali não colocavam tudo como realmente era. Aliás, não devia ser muito bom viver naquela época,não havia água encanada ou filtrada, muito menos eletricidade; isso sem contar com a proliferação das doenças.

Na Idade Média, a maioria das pessoas se casavam no mês de junho (início do verão para eles), porque como tomavam o primeiro banho do ano em maio, no mês seguinte o cheio ainda estava mais ou menos suportável.

Como já começavam a exalar alguns odores não muito agradáveis, as noivas tinham por costume carregar buquês de flores junto ao corpo para disfarçar a "inhaca" - daí temos o mês de maio como sendo o das noivas.
Os banhos eram tomados em uma única tina, enorme por sinal, e cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio de ser o primeiro. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa - por ordem de idade - , as mulheres depois deles , também por ordem de idade e, por fim, as pobres das crianças. Quando chegavam a vez dos bebês, a água estava tão suja que era possível perder um deles dentro da tina.
É por esta razão que existe o termo "não jogue fora o bebê junto com a água do banho".

Nem queiram saber o que acontecia com as fezes . Eca !
Os telhados das casas não tinham forro, e as madeiras que os sustentavam eram também o melhor lugar para os animais se aquecerem: cães, gatos e outros animais de pequeno porte como ratos e besouros. Para não sujarem as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que com o tempo acabou se transformando num dossel. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão.
Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes' tem o seu equivalente em inglês "it's raining cats and dogs'.

Aqueles que tinham um poder aquisitivo maior, exibiam os seus pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, o que fazia com que algumas pessoas morressem envenenadas. Isso acontecia frequentemente com os tomates que, sendo ácidos, foram considerados venenosos.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação às vezes deixava o sujeito no "chão", numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo estanho. Alguém que passasse pela rua poderia jurar que o beberrão estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O defunto era então, colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta de vigília, comendo, bebendo, esperando para ver se o morto acordava ou não.
Foi desse hábito que surgiu a vigília do caixão.

A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Por causa disso, os caixões eram abertos, os ossos retirados e encaminhados ao ossuário, e o túmulo era utilizado para outro infeliz.
Por várias vezes, ao abrir os caixões, percebiam que as tampas do lado de dentro estavam arranhadas, o que indicava que aquele morto tinha sido enterrado vivo. Dessa forma, surgiu a idéia de ao fechar o caixão , amarrar uma tira no pulso do defunto , tira essa que passava por um buraco e acabava amarrada a um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão do lado do túmulo durante uns dias. Se o defunto acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar.
Assim ele seria "salvo pelo gongo", como usamos até hoje.
Na Idade Médias as casas possuíam os telhados com telhas feitas de barro, confeccionados pelos escravos que usavam suas coxas como forma. Como nem todos possuíam as mesmas medidas, os telhados ficavam meio desalinhados, daí surgindo a expressão " feito nas coxas".

As casas dos mais abastados tinham no telhado dois tipos de acabamentos: a beira - o beiral - e a eira -, que era o acabamento decorado feito na fachada. A casa da plebe tinha apenas o telhado sem acabamento algum, daí a expressão "sem eira nem beira"..
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O interessante é que, apesar de tudo a gente lê e acha graça de como eram as coisas no passado, tal comodidade e conforto que temos hoje em dia.
E ainda reclamamos...
Eu é que não queria estar metida numa sujeira dessas rssss

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