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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Análise do filme: Quanto vale ou é por quilo


Por Diana Costa


A Sociedade Brasileira vive na sua contemporaneidade a Era da Globalização, essa expressão acaba ganhando um conteúdo definido pela política sócio-econômica que vivenciamos atualmente. O Brasil Colonial implantou fortes raízes na sociedade e no contexto atual sofremos resíduos fortes e permanentes desta herança patriarcal que até hoje continua com os mesmos objetivos.

O filme retrata o período do Brasil Imperial que tinha uma escravidão explícita, o comércio de escravos em expansão do varejo ao atacado, as relações comerciais entre Casa Grande e a Senzala, dando ênfase à política castradora que ditava suas próprias leis direcionadas ao acúmulo de riquezas privilegiando a grupos de classes sociais elitizadas e que dessa forma gerava graves problemas sob jugos autoritários impedindo o campo de direitos civis da classe subalterna.

A análise do filme aborda a comparação de duas épocas distintas, dois tipos de políticas em décadas diferentes (a Política Imperial e Política Social Contemporânea), mostrando as semelhanças de uma perversa dinâmica sócio-econômica de desigualdades, preconceitos, autoridades, ditadura desacerbada e corrupção, embaladas pela impunidade, pela violência e pela apartação social permanente. O filme focaliza a exclusão social e seu sinônimo velado, a miséria é o combustível de um novo comércio de atacado e a exploração da pobreza pelas ONGs (terceiro setor), que tenta preencher a ausência do Estado em atividades assistenciais, transformando as pautas sociais em verdadeiras feiras de negócios; o dinheiro público e o produto é a população.

O ponto central do filme são os métodos utilizados pela escravidão no passado e a nova versão que essa escravidão assume nos dias de hoje. O filme deixa na sua mensagem final, que o Brasil precisa de políticas públicas eficientes, a sociedade precisa refletir sobre como pensar, agir, e tudo mais que tenha a ver com o social, pois, a responsabilidade de um Brasil descente e igual é de cada um de nós, o Brasil não precisa ser um país socialista para ser um país justo, ele precisa de Educação.

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