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sexta-feira, 17 de junho de 2011

GESTÃO ESCOLAR E VIOLÊNCIA


A gestão em qualquer atividade exige competências que nos dias atuais não podem ser excluídas de uma relação entre pessoas ou entidades. A escola em si é uma entidade que deveria manter-se sempre como uma parte da comunidade, ou seja, inserida como uma instituição comunitária e não como um aparelho ideológico do Estado. Mas para que isso aconteça é necessário que o principal gestor da escola, no caso o Diretor, possua características pessoais e acadêmicas que permitam que a instituição se desenvolva como parte da comunidade para quem trabalha e não como uma entidade marginal ou ideológica do Estado.

Na atualidade muito tem se discutido em relação ás mudanças ocorridas no seio do ambiente escolar em relação ás novas competências dos alunos, mas esquecemos dos gestores da “res pública”. Diretor eleito pela escola tem maiores condições, inclusive representativas, de angariar apoio para mudanças que se faz necessária no ambiente escolar. Diretores biônicos podem ter sua autoridade questionada durante o pleito de determinado objetivo, bem como perde em representatividade em relação à comunidade escolar, o que faz com que seja sempre questionado.

Da mesma forma, torna-se inviável uma gestão democrática sem o auxílio da comunidade, das associações de moradores, do conselho de escola, conselho tutelar, segmento dos alunos, sem que haja uma abertura para a discussão de uma gestão participativa e que permita que todos segmentos opinarem. As soluções oriundas de uma gestão democrática e participativa nas escolas fazem com que o ambiente escolar viva em constante mudança, onde os alunos entendam que os professores possuem uma autoridade sobre eles, onde os pais participam e questionam, onde os representantes de comunidade envolvem a escola como parceira em suas ações. O que origina um ambiente escolar longe da violência. Pois a escola está protegida por uma membrana visível, demonstrando que não é um oásis no deserto, mas uma parceira responsável não só por mudanças cognitivas e de comportamento, mas um elo entre os segmentos comunitários.

A gestão escolar participativa permite que projetos sejam implementados, que novas parcerias sejam formadas, que segmentos da comunidade que não participavam da escola seja atraídos para dentro dela. Permite que a escola não seja vista como um local somente acadêmico, mas também como um local de apaziguamento das diferenças sociais, de equalização das diferenças, mesmo que essas diferenças não se modifiquem com a escola, mas o atenuamento delas pode levar a escola e a comunidade a uma diminuição do grau de violência que ocorre ao seu entorno e no seio da própria comunidade.

Escolas não foram feitas para ficarem fechadas para a população, escolas deveriam não ter muros, nem grades, nem lembrar-nos prisões, mas infelizmente no terceiro milênio, chegamos ao triste retrato de “escolas Carandiru”. Mas temos exemplos de intervenções do estado ou da própria comunidade que mudaram essa arquitetura. Programas como o “Escola Aberta”, podem fazer com que a esta arquitetura ideológica de isolacionismo institucional acabe, quando a comunidade olha para uma instituição e chama-a de “minha”, ou seja, “nossa Escola”, há uma maior preocupação em se preservar o espaço físico, além da participação ser mais efetiva, aumenta-se a rede de proteção à escola, diminui-se o índice de vandalismos, de invasões, depredações, de indisciplina e de violência escolar. Quando todos entendem que a escola é parte da vida de cada um, ela deixa de ser “do Estado”, deixa de ser a “escola onde meu filho estuda”, para ser a “nossa escola”.

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