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Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.








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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Definição de Patrimônio e Patrimônio Imaterial

Existe uma evolução contínua no conceito do que é patrimônio cultural. A própria Constituição Federal em vigor adota uma ótica mais abrangente reconhecendo o patrimônio cultural como a memória e o modo de vida da sociedade brasileira, elencando assim, tanto elementos materiais como imateriais. É patrimônio cultural e ambiental, o conjunto dos elementos históricos, arquitetônicos, ambientais, paleontoloógicos, arqueológicos, ecológicos e científicos, para os quais se reconhecem valores que identificam e perpetuam a memória e referenciais do modo de vida e identidade social. Preservação é o ato de manter os testemunhos das manifestações culturais e ambientais que possibilitam a uma sociedade reconhecer a sua identidade, valorizando-a e estabelecendo referencias para a construção de seu futuro. Para isto são tomadas medidas protecionistas, que se fazem por meios de atos e procedimentos que o Poder Público adota com o intuito de preservar, valorizar e revitalizar esses bens. Durante toda a história do homem, marcas de sua vida foram deixadas em monumentos, documentos e em todas as formas de produçãi, constituindo assim, vestígios da vida humana. O ser humano é movido por reflexões sobre sua existência, e foi a partir dessa premissa que estudos ligados à busca da compreensão do próprio "eu" têm causado movimentos religiosos, científicos e artísticos. As marcas deixadas pelo homem geram até hoje a curiosidade da humanidade, que entender seus antepassados, por meio dos patrimônios entremeados no processo histórico mundial. Esses monumentos trazem características de civilizações que auxiliam na formação de uma identidade nacional. Observa-se, como exemplificação, o projeto elaborado por Aubin Luis Mil, que consiste em uma obra (Antiquités Nationales ou Recueil de Monuments) com o intuito de incorporar os bens eclesiásticos aos domínios nacionais. Millin criou obras com reflexões sobre o estudo de antiguidade, para que, por meio delas pudesse compreender a forma de vida de seus antepassados.

O projeto de Millin continua sendo o de um antiquário. Seu objetivo é salvar pela imagem, objetos fadados à destruição e deles oferecer uma descrição (CHOAY, 2001:97)

Em cada período, o significado de patrimônio tem um sentido diferenciado, referente ao contexto histórico. A etnologia da palavra apresenta dois sentidos diferentes, riqueza e vestígios humanos. Na questão da riqueza, têm-se duas vertentes: o patrimônio como um local privado e pertencente a um indivíduo ao grupo de pessoas, ou como local público, pertencente à determinada pessoa.

O Patrimônio Imaterial




O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

Houve grandes reperceussões acerca da implantação de patrimônio imaterial como forma na busca da memória, por isso estudos atuais são bem voltados a essa questão nos debates acadêmicos.

Conceito Patrimonial: Uma Reflexão


Para Reginaldo Santos (1996), os processos de entendimentos sobre a concepção de patrimônio não são somente um reflexo das ações somadas de diversos agentes no processo de transformação de idéias, e sim o resultado de invenções discursivas previamente formuladas e com o propósito de formar uma consciência histórico-cultural definida.

Tomando a diferenciação de Riegl, ressalta Choay que a diferença fundamental entre o monumento e o monumento histórico é que o primeiro foi criado deliberadamente para relacionar a memória e o presente dos indivíduos, ao que o último é criado posteriormente à construção de determinada estrutura, no momento em que esta é preservada entre várias edificações existentes (POSSAMAI, 2000:15)

Para dialogar sobre essa diferenciação é necessário citar neste texto a obra “Documento e Monumento”, de Jacques Le Goff, em contraponto à obra Alegoria do Patrimônio, de Françoise Choay. Segundo Le Goff, monumento é aquilo que pode ser evocado do passado, e documento é algo que é selecionado pelo historiador. Choay deda a mesma definição para monumento, porém o primeiro faz a evocação do passado, e o segundo o considera como lembrança. Em termos históricos, Le Goff quer demonstrar que o monumento é um vestígio humano de uma Memória, e Choay considera o monumento como uma simples lembrança de uma determinada característica da sociedade.

Tais matérias da memória podem apresentar-se sob duas formas principais: os monumentos, herança do passado, e os documentos, escolha do historiador (LE GOFF, 2000:103)

A veracidade da representação do monumento é o que se questiona até os dias de hoje. Segundo o próprio Jacques Le Goff, o monumento é como um utensílio de pesquisa, tornando-se um documento. Porém a verdade conduz o pesquisador a questionar o documento inúmeras vezes, considerando a vida de seu autor, e, principalmente, o contexto em que viveu. Na carta de Pero Vaz de Caminha, por exemplo, sabe-se que ele descreve os silvícolas como indígenas, como pode ser observado neste trecho: “Dali avistaram índios que andavam pela praia. Uns sete ou oito [...] A feição deles é serem pardos, quase avermelhados, de rostos regulares e narizes bem feito; andam nus, sem nenhuma cobertura; nem de cobrir nenhuma coisa, nem de mostrar suas vergonhas. E sobre isto são tão inocentes” Neste trecho, a verdade deste documento é colocada em questão. Sabe-se que Pero Vaz Caminha era um homem honrado, com extrema fé na doutrina católica. Necessariamente, os índios estavam preocupados em mostrar suas “vergonhas” ou simplesmente eram inocentes? O questionamento que se faz a um documento facilita os estudos diante de um monumento que se tornará um patrimônio e que conduzirá a estudos sobre uma identidade nacional específica.

Iniciada na Idade Média, consolidada no início do Renascimento, enunciada pelos grandes eruditos do século XIX, a crítica documental tradicional foi essencialmente uma procura de autenticidade. Ela persegue os falsos e, por conseqüência, atribuí uma importância fundamental à datação (LE GOFF, 2000:110).

Fotografia como Monumento




A fotografia, apesar de representar alguma cena ou cenário, é imprecisa na constituição de seus símbolos e valores. Ao mesmo tempo ela apresenta e cria diferentes leituras, pois quem observa impregna-lhe sentidos próprios de apreciação e decodificação. Desta forma, as imagens que transitam pelo nosso cotidiano, mostram-se escorregadias quando tentamos fixar significados em sua forma e intenção. Além do caráter subjetivo de apreciação, as imagens podem ser entendidas como objetos materiais, artefatos componentes da produção cultural de uma sociedade impregnados de sua memória, atuando portanto, como monumento, constituindo-se como patrimônio no sentido atribuído ao termo por Françoise Choay (2001). A autora ao falar sobre monumento afirma que “a natureza afetiva de seu propósito é essencial: não se trata de apresentar, de dar uma informação neutra, mas de tocar, pela emoção ume memória viva” (CHOAY, 2001, p. 17).

Samba Brasileiro: Patrimônio da Humanidade


O samba é um gênero musical, de onde deriva um tipo de dança, de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se transformou em símbolo de identidade nacional.Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano e levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital do Império. O samba de roda baiano, que em 2005 se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco.Com a evolução do patrimônio imaterial, o samba foi um dos primeiros uraram sua cultura com a brasileira e ofereceram mais uma contribuição para a diversidade da Identidade Brasileira.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Racismo: ninguém sente, ninguém vê, ninguém sabe o que é


Por Ana Maria Gonçalves, para a Revista Fórum

Diante de tantos anos de negação e silêncio, é preciso começar a entender que os preconceitos, como o racismo, são produtos da cultura na qual estão inseridos, e como tais adaptam-se às condições de manifestação aceitáveis e estabelecidas pela sociedade, manifestando-se às claras ou de forma velada e simbólica.

Diante da revelação feita por um famoso cantor brasileiro, negro, de que sua filha de seis anos estava sendo discriminada durante a aula em uma das escolas de balé mais tradicionais de São Paulo, com as outras alunas se recusando a dar as mãos para ela, ou do depoimento de uma menina, também de seis anos, aluna de escola pública, no qual conta que as coleguinhas não querem brincar com ela durante o recreio porque sentem nojo por ela ser negra, resta-nos parar e perguntar: a quantas situações de humilhação essas e outras crianças continuarão a ser submetidas pela vida afora, antes que a sociedade tome para si a responsabilidade de discutir, entender e combater o racismo?

O racismo, como o percebemos hoje, é uma instituição relativamente recente na história na humanidade. Até por volta da Idade Média, os principais fatores de discriminação eram religiosos, políticos ou referentes à nacionalidade e à linguagem do indivíduo. No século XV, quando os europeus desembarcaram na África, e principalmente com o início do tráfico negreiro, usaram a ciência a favor do colonialismo e desenvolveram teorias de superioridade evolutiva, baseadas em diferenças biológicas, que justificavam seus interesses de expansão e poder. Estava criado o racismo etnocêntrico, fundamentado em doutrinas bíblicas, filosóficas e científicas que não resistiram à evolução dos tempos, mas que deixaram marcas indeléveis e profundas nas sociedades que as usaram para justificar a escravidão, como é o caso da sociedade brasileira. O conceito de "raça" – e termos derivados – hoje em dia é apenas político e social, e se justifica porque os traços físicos (cabelo, cor da pele, formato de nariz e boca etc) característicos da população negra ainda estão ligados à percepção negativa historicamente construída.

No final do século XIX, com a abolição da escravatura e ainda sob forte influência das teses de superioridade europeia, começa a ser colocado em prática um projeto de construção de uma nova nação brasileira, que deveria ser melhorada através do embranquecimento de seu povo. Acreditava-se que, com o passar dos anos, marginalizada, inferiorizada, difamada e abandonada à própria sorte, a população negra desapareceria. Até mesmo o acesso à educação e a possibilidade de conseguir trabalho lhe foram negados, com o governo dando total prioridade a políticas que subsidiaram a vinda de mais de 3 milhões de imigrantes europeus para o Brasil. Algumas décadas mais tarde, a teoria do embranquecimento deu lugar à da miscigenação, que acabou criando um dos mitos mais prejudiciais à luta contra o racismo: o mito da democracia racial. Foi ele que, durante décadas, impediu o Brasil de se tornar um país realmente democrático, com tratamento e oportunidade iguais para todos, ao negar reconhecimento a um problema que atinge mais da metade da nossa população.

Diante de tantos anos de negação e silêncio, é preciso começar a entender que os preconceitos, como o racismo, são produtos da cultura na qual estão inseridos, e como tais adaptam-se às condições de manifestação aceitáveis e estabelecidas pela sociedade, manifestando-se às claras ou de forma velada e simbólica. É por isso que apenas a razão, que nos levou a criar leis que criminalizam atitudes racistas e algumas ações afirmativas, não será suficiente para modificar o imaginário e as representações coletivas negativas que se tem do negro na nossa sociedade, como observa o antropólogo e professor Kabengele Munanga na apresentação do livro Superando o racismo na escola. Segundo ele, "considerando que esse imaginário e essas representações, em parte situados no inconsciente coletivo, possuem uma dimensão afetiva e emocional, dimensão onde brotam e são cultivadas as crenças, os estereótipos e os valores que codificam as atitudes, é preciso descobrir e inventar técnicas e linguagens capazes de superar os limites da pura razão e de tocar no imaginário e nas representações. Enfim, capazes de deixar aflorar os preconceitos escondidos na estrutura profunda do nosso psiquismo".

Se hoje já se admite que o Brasil é um país racista, é preciso admitir também que nossos pensamentos e atitudes são condicionados por essa cultura e essa ideologia racista, pois crescemos introjetando e reproduzindo o que já está estabelecido socialmente. Para mostrar como isso funciona, um interessante trabalho, desenvolvido no departamento de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, analisa pesquisa realizada com crianças de 5 a 8 anos. Foi pedido a essas crianças que desenhassem uma criança branca e uma criança negra e as classificassem, em termos de preferência, em relação a cinco categorias: riqueza, beleza, inteligência, proximidade e contato. O resultado foi um alto índice de racismo, com a criança negra sendo fortemente rejeitada em todas as categorias. O que o estudo queria mostrar é que as crianças são abertamente preconceituosas, e que essa característica perde força a partir da maturação das estruturas cognitivas que permitem que ela deixe de julgar as pessoas com quem se relaciona apenas pela aparência e passe a levar em conta conceitos como bondade ou amizade. Acabou mostrando também que o racismo, longe de desaparecer com a idade e a necessidade de socialização, caso não haja nenhuma iniciativa nesse sentido por parte de pais e/ou educadores, é introjetado e velado pelo aprendizado das normas sociais vigentes, passando a se manifestar de forma indireta e, em muitos casos, inconsciente. O racismo volta então a habitar e alimentar o inconsciente coletivo, que trata de reproduzi-lo de uma geração para outra, tornando-o cada vez mais insidioso, difícil de provar e combater.

Por isso, cabe tão bem a pergunta da campanha Diálogos Contra o Racismo – Pela Igualdade Racial: onde você guarda seu racismo? Complemento com mais uma: o que você tem feito para não deixá-lo de herança para seus filhos?

*Esta matéria é parte integrante da Revista Fórum, edição 94, de janeiro de 2011, em circulação nas bancas. Para assinar acesse -http://www.publisherbrasil.com.br/revistaforum/.
Para conhecer acesse http://www.revistaforum.com.br/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As primeiras escritas

A escrita surgiu, aproximadamente, em 4000 a.C. Já as origens do alfabeto são bem mais recentes: vestígios encontrados em 1990 indicam que as primeiras letras foram criadas em 2000 a.C.

Ideogramas e hieróglifos

Pode parecer incrível, mas os historiadores acreditam que a escrita foi inventada quatro vezes, quase que simultaneamente! Por volta de 4000 a.C., China, Egito, Mesopotâmia e povos da América Central começaram a desenvolver os primeiros sistemas para registrar a comunicação. Nada de letras, sílabas ou palavras. Apenas desenhos. Naquela época, se alguém quisesse escrever "boi", provavelmente desenharia uma cabeça de boi em um tijolo de barro ou em um pedaço de cerâmica. Por isso, esses sistemas foram chamados pictóricos ou ideográficos.


Hieroglifos.

Um exemplo muito conhecido desse tipo de escrita é o hieróglifo egípcio.

Vestígios antigos

As mais antigas inscrições descobertas até hoje datam de 3300 a.C. Localizadas em Uruk, região do sul do Iraque, são formadas por uma sucessão de sinais em forma de cunha – por isso foram chamadas cuneiformes. Esse tipo de escrita se espalhou pelo Oriente Próximo, registrando não apenas a língua dos sumérios – primeiro povo a habitar a região –, mas também a dos semitas, dos assírios e dos babilônios. Com o passar dos séculos, esses símbolos, que antes representavam objetos, foram se tornando mais e mais abstratos e passaram a representar sílabas ou o som predominante do nome do objeto. Era o início de uma nova fase da escrita humana.

A evolução não pára


Com a evolução da escrita, os símbolos deixaram de representar apenas objetos, como cavalos, bois ou carneiros, e começaram a representar a linguagem humana. Atualmente, alguns arqueólogos afirmam poder localizar o mais antigo registro dessa transformação: uma tábua suméria de 3000 a.C., encontrada na cidade de Jemdet Nasr, no Iraque. Nela, os pesquisadores encontraram o desenho de um bambu no início de uma lista de objetos do templo. O que um bambu estaria fazendo numa relação de objetos sagrados? Até que um dos responsáveis pela tradução da tábua percebeu que o mesmo som que significava "bambu" na língua dos sumérios – gi – também significava "fornecer" ou "pagar". O responsável pela contabilidade do templo percebeu a semelhança entre os sons das duas palavras e "pegou emprestado" o símbolo do bambu para criar outra palavra, em outro contexto.

Escrita silábica

Esse mesmo princípio passou a ser usado para escrever partes de palavras. Em português, por exemplo, usaríamos o desenho de um boi para escrever uma palavra que começasse com a sílaba "bo". Isso não apenas sofisticou o sistema de escrita como criou um gigantesco leque de símbolos que deviam ser aprendidos. E, para minimizar as possíveis ambigüidades, ainda foram criados símbolos determinativos, que especificavam o conceito de cada palavra – para diferenciar, por exemplo, vela, do verbo velar, e vela de parafina.

A revolução das letras

Apesar de utilizadas durante séculos, as escritas ideográfica e silábica, além de difíceis de aprender, deixavam margem a muitas dúvidas. Mas isso tudo foi resolvido com a criação do alfabeto.

O que isso quer dizer?

Imagine só a dificuldade de escrever uma carta na época das escritas ideográficas. Milhares de símbolos, todos desenhados um a um. Pois além de complicada, essa escrita também era muito imprecisa. Afinal, os desenhos podiam ser lidos de maneiras diferentes por leitores distintos. A necessidade de precisão foi aperfeiçoando o método. Os egípcios, por exemplo, chegaram a utilizar 26 sinais ? representando os sons das consoantes ? para facilitar a compreensão dos hieróglifos. Só não perceberam que esses símbolos poderiam ser usados independentemente, tornando obsoletas todas as centenas de pictogramas até então utilizadas.

A escrita proto-sinaítica

A sistematização do alfabeto é geralmente atribuída aos fenícios. Apesar disso, no final da década de 1990, pesquisadores encontraram na península do Sinai vestígios de um alfabeto anterior: o proto-sinaítico. São inscrições que datam de 1600 a.C., provavelmente influenciadas pelos hieróglifos egípcios. "Imagine um escriba asiático no Egito estudando a melhor forma de escrever a sua própria língua semítica", especula o historiador John Man. "Muitos dos símbolos, aqueles que representam sílabas que hoje escrevemos com duas ou três letras, não têm utilidade, porque a escrita semítica não possui o mesmo conjunto de sílabas. Ele também deixa de lado os determinativos, porque eles servem às ambigüidades somente em egípcio. Resta-lhe apenas um núcleo de símbolos egípcios com os quais poderá trabalhar. Cerca de 26 sons isolados têm os seus próprios sinais, facilmente memorizáveis por simbolizarem o seu som inicial, de acordo com o princípio da acrofonia: net (água) passa a ser n, mu (coruja) vira m."

Nada de vogais

Esses "alfabetos pré-históricos" ainda não tinham vogais. Apenas as consoantes eram representadas. Hoje, os arqueólogos identificam 31 inscrições proto-sinaíticas, nas quais algumas letras são inequívocas: B, H, L, M, N, Q, T e dois sons hebraicos, aleph e ayin. Mas o mais importante dessa escrita é que ela foi a responsável pela difusão da "idéia de alfabeto". Em algum momento, entre 1650-1550 a.C., várias comunidades que viviam na área que compreende atualmente Líbano, Síria e Israel já tinham assimilado o conceito de que era possível representar a linguagem humana com alguns poucos símbolos. É aí que os fenícios entram na nossa história.

Da Fenícia para o mundo


Os comerciantes fenícios precisavam de um sistema de escrita prático, que lhes permitisse manter os registros de suas transações. Nascia o alfabeto.

A cor púrpura


Os fenícios viviam em um conglomerado de cidades-Estado e jamais se viram como uma nação ou uma unidade política. Eram chamados fenícios pelos gregos, por causa da tinta cor de púrpura (phoinix, em grego) que comerciavam. Graças à tinta púrpura, os fenícios tinham enriquecido e, para manter seus registros econômicos sob controle, precisavam de um sistema de escrita prático e preciso. As escritas cuneiforme e hieroglífica tinham uma desvantagem óbvia: eram complexas demais para simples comerciantes. Quando o alfabeto proto-sinaítico, que já se disseminava pela região, chegou ao seu conhecimento, os fenícios perceberam que haviam encontrado o que tanto procuravam.

Expansão das letras

Os fenícios viajavam muito para comerciar. E levavam consigo sua mais nova invenção, o alfabeto: 22 sinais com os quais era possível escrever qualquer coisa. Logo, esse sistema de escrita se espalhou pelo mundo antigo e inspirou outros povos a criar seus próprios alfabetos. O mais famoso deles? O alfabeto grego. Adaptado do fenício, o alfabeto grego tem uma característica importante: a introdução de vogais. O sistema de escrita grego acabou se tornando a maior contribuição cultural para o mundo ocidental, pois originou a família dos alfabetos que até hoje dominam o mundo ocidental.

Etruscos e romanos


Mas o alfabeto ainda teria de sofrer a influência de outros povos, antes de se tornar o que conhecemos atualmente. Primeiro, dos etruscos ? povos que ocupavam a costa ocidental da Itália e entraram em contato com os gregos no século VIII a.C. Os etruscos transmitiram esse sistema de escrita para os povos que habitavam a península Itálica, entre eles os romanos. O alfabeto romano ? que utilizamos até hoje ? surgiu por volta do século VII a.C. Os romanos usavam 21 dos 26 símbolos etruscos, e escreviam da direita para a esquerda. Algum tempo depois, inverteram o sentido da escrita, da esquerda para a direita. Com a expansão do Império Romano e a conquista da Grécia, foram criadas as letras Y e Z, para representar sons gregos.

O mundo latinizado

O alfabeto latino ganhou a Europa ocidental durante as conquistas romanas. Cristalizou-se com a expansão do cristianismo. Chegou à América juntamente com os navios espanhóis e portugueses. Depois, atingiu a África, pelas mãos dos missionários. Foi para a Índia, para as Filipinas, para a Indonésia, muitas vezes convivendo lado a lado com antigas escritas.

Fonte: klick Educacao

O Ouro da África Oriental

Tal como sucedeu na África Ocidental, também na África Oriental
o ouro foi um motor decisivo no desenrolar da vida econômica
das velhas comunidades mercantis, como representará uma das principais motivações do estabelecimento português


Cruzado Português de 1755; Foi cunhado para remediar a falta
de numerário que havia na África Oriental, principalmente
para pagar aos empregados e tropas que a guarneciam.

No final do século XV (1490), Pêro da Covilhã mandava notícias sobre Sofala para a corte de D. João II, referindo-a como um dos centros de comercialização do metal amarelo, do "ouro do Monomotapa" e como um dos pontos de escala obrigatórios dos portugueses na sua jornada para a Índia das especiarias. O ouro, no entanto, também chamará a atenção dos nossos exploradores de Quinhentos. Ao litoral moçambicano chegava o ouro do Monomotapa, ou seja, das regiões de Butua, Mokaranga e Manica (entre a Rodésia do Sul, Manica e o Transvaal).

O ouro apresenta-se em quatro formas: em fino pó, em grãos mais ou menos pequenos, em lascas mais ou menos espessas (o mais valioso), ou em pedras (o mais vil).


Rinoceronte de ouro de Mapungubwe; Tem 22
centímetros de comprimento, foi feito em madeira
maciça, recoberta com folhas flexíveis de ouro.

O comércio e a exploração do ouro estava nas mãos do rei - o Monomotapa; ninguém o podia extrair sem a sua autorização, sob pena de morte. No entanto, não havia grandes imposições (embora, de uma maneira geral, o rei e os poderosos se assenhoreassem das minas, com os seus acostados e escravos, quando elas mostravam dar bom rendimento) e, quando o soberano pretendia algum ouro, distribuía algumas dádivas pelos régulos cafres em troca do metal. Por outro lado, a exploração era difícil, quer pelas condições do terreno e das minas, quer pela falta de mão-de-obra (população dizimada pelas fortes mortalidades infantis, pestes, pragas... e sobretudo pela caça ao homem para alimentar os mercados de escravos que despovoava largas regiões), quer pelo pouco interesse pelo ouro em si por parte dos nativos.

Ao abrir o século XVI, o grosso da produção escoava-se através dos portos marítimos e toda a exportação por mar estava nas mãos dos muçulmanos. Os mercadores mouros viajavam também pelo sertão, mas nunca com intenções de exercer qualquer domínio sobre o processo produtivo. Apenas vendiam "de antemão" aos nativos os artigos que os incitariam a ir trabalhar. A exploração das jazidas auríferas é estruturada num período desconhecido, certamente anterior ao século VI.


Fortaleza portuguesa de Kilwa (Quíloa), Tanzânia.

Vários centros costeiros do Índico estariam envolvidos na comercialização deste metal precioso e, quando os portugueses aí se estabelecerem, o trato vai continuar. Foram os mercadores do mar Vermelho que abriram e traçaram esta grande rota marítima do ouro, e ao longo de todo o seu percurso, nos lugares de escala de navegação dos ligeiros zambucos ou de naus mais grossas, ou de realização de feiras, edificaram-se grandes cidades marítimas, cujas construções de pedra e taipa com janelas e açoteias à maneira ibérica se alinham em ruas regulares.

Assim nasceram e se desenvolveram Mogadíscio, Melinde, Mombaça, Quíloa, Angoxa, Sofala, etc. Neste circuito participarão persas (presença atestada por louças e vidros do Levante), chineses (encontrou-se também louça e porcelana chinesa dos séculos XIII e XV), árabes e portugueses. Nestes lugares, onde se realizavam outras tantas feiras prósperas, as naus e zambucos dos mercadores do Índico (árabes, na sua grande parte) traziam nos seus porões os panos de algodão de Cambaia, as contas de vidro e as louças do mar Vermelho, Guzerate ou China, levando, em troca, o ouro, os dentes de elefante ou os escravos.

Fonte: Infopédia

São Jorge da Mina: Mina de ouro e escravos

A fortaleza de São Jorge da Mina foi construída com o objetivo de escoar e defender o ouro que das ricas regiões auríferas do interior era enviado para o litoral. Posteriormente, torna-se o primeiro entreposto de escravos da era moderna.


Castelo de São Jorge da Mina, Gana.

Castelo de São Jorge da Mina, também designado por Castelo da Mina, Feitoria da Mina, e posteriormente por Fortaleza de São Jorge da Mina, Fortaleza da Mina, ou simplesmente "Mina", localiza-se na atual cidade de Elmina, no Gana, no litoral da África Ocidental. Após a sua ocupação pelos Holandeses em 1637, o seu nome passou a figurar na cartografia apenas como Elmina.

Erguida em 1482, foi a primeira grande construção européia na África tropical. Para várias tribos e numerosos reinos, Elmina simboliza o holocausto provocado pelo tráfico negreiro. Para as nações européias que exploraram a costa africana, como Portugal, Holanda, Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Alemanha, o lugar foi fonte de riquezas durante 400 anos. De lá saiu o ouro que financiou as navegações portuguesas no século XVI. E os escravos que fizeram prosperar as usinas de açúcar do Brasil.

A Costa do Ouro

Apesar de desconhecida pelos europeus até o século XV, a Costa do Ouro figura em textos árabes desde o século VII. A descrição mais detalhada do local foi feita em 1068, por um geógrafo cordobês chamado Abu Ubaid Abdala ibn Abd el-Aziz ibn Mohammed ibn Ayyub al-Bakri. Os árabes negociavam com os africanos muito antes dos portugueses.

Por volta de 1460, a exploração da costa africana principiou a render frutos. Nas décadas seguintes, a Coroa portuguesa empreendeu a construção de feitorias, entrepostos comerciais fortificados, de modo a intensificar o comércio de produtos europeus por gêneros como o ouro, especiarias e escravos. Adicionalmente, estas estruturas proporcionavam segurança e apoio às atividades de navegação e descobrimentos na costa ocidental africana.

Em 1469, Afonso V de Portugal (1438-1481), arrendou a exploração da costa da Guiné, na forma de monopólio comercial, por cinco anos (mais um ao fim do contrato). O primeiro arrematante foi um comerciante de Lisboa, Fernão Gomes, que, além da renda, ficava obrigado à descoberta anual de 100 léguas da costa, a partir da Serra Leoa. Foi durante a vigência desse contrato, que se alcançou a região da Mina. Por essa razão, aquele trecho do litoral passou a ser designado como Costa do Ouro nos mapas da época.

Um negócio lucrativo e arriscado

Imagine o oeste da África no final do século XV: um grande ajuntamento de tribos primitivas numerosas, que agregavam nativos facilmente aprisionáveis por inimigos tecnologicamente muito superiores. O sonho de um escravagista europeu. Pois é. Só que os portugueses não encontraram nada disso na Costa do Ouro. O que havia ali eram reinos organizados, com grandes populações e agricultura desenvolvida, acostumados ao comércio, pois negociavam sal e ouro com árabes desde o século VII.


Carta náutica de Fernão Vaz Dourado, da África
ocidental extraída do atlas náutico de 1571, pertencente
ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.

Comprar barato e vender caro. Essa era a cartada dos europeus para obter ouro, a única mercadoria que lhes interessava na África até o século XVI. Um negócio da China — quer dizer, da África. Cientes dos gostos dos nativos, os portugueses levavam ouro e davam escravos, roupas árabes e artigos de cobre e latão, como colares, panelas e "bacias de urinar". Os penicos eram um sucesso absoluto no escambo. Só em Elmina mais de 270 000 foram trocados por ouro entre 1504 e 1582.

Esses povos, como os ashantis, os fantis e os akans, viviam em pé de guerra uns com os outros. É que, para eles, a riqueza se media principalmente pelo número de súditos do reino. A maneira mais prática de conseguir gente era atacar uma outra tribo e escravizar seus habitantes. Da noite para o dia, viajantes, nômades e populações inteiras de aldeias próximas às fronteiras de reinos e tribos viravam escravos.

Os lusos não tinham concorrentes europeus, mas, em compensação, dependiam de humores políticos instáveis para poder negociar o ouro com sossego — além de abastecer seus fortes. Diplomáticos, em 1480 conseguiram aliar-se a um desses reinos, o dos akans, da bacia do Rio Volta, que lhes cedeu o terreno para a construção de Elmina.

Mas a população recebeu-os com um pé atrás. Era a primeira vez que estrangeiros se instalavam na terra. Os akans temiam que os forasteiros se intrometessem em seus assuntos internos. Por isso deixaram bem claro que a cabeça-de-praia era alugada, não vendida. Nos anos seguintes, muitas vezes os europeus foram ameaçados e tiveram que pagar tributos extras quando um reino do interior conquistava um da costa.

A perda da confiança dos reis poderia representar o fim de um forte e quilos de ouro a menos para a Coroa. A necessidade de preservar a política de boa vizinhança era tanta que fazia parte do regulamento de Elmina "manter a paz com os negros". O que, é claro, incluía distribuir presentes. Em 1520, por exemplo, o monarca do reino de Wassa recebeu dos portugueses uma túnica árabe, um gorro vermelho e um penico. Apesar do esforço, motins e ataques aconteceram várias vezes.

O Castelo de São Jorge da Mina

Com a subida ao trono de João II de Portugal (1481-1495), este soberano determinou a construção de um novo entreposto, visando proteger o comércio do ouro naquele litoral. Para esse fim, nos primeiros meses de 1482 uma expedição de onze navios partiu de Lisboa, sob o comando de Diogo de Azambuja, transportando uma tropa de 600 homens - apoiados por uma centena de pedreiros e carpinteiros - e material de construção como lastro nos navios - pedra lavrada e numerada, gesso e cal. Outras fontes apontam a data de partida como 12 de Dezembro de 1481, com a chegada um mês depois. A sua missão era erguer uma fortificação com funções de feitoria, o chamado Castelo de São Jorge da Mina, posteriormente denominado como Castelo Velho da Mina, na foz do Rio Benya.


Vista do Castelo da Mina pelo lado noroeste a
partir do rio (Atlas Blaeu van der Hem, séc. XVII).

Ali passaram a ser trocados trigo, tecidos, cavalos e conchas ("zimbo"), por ouro (até 400 kg/ano) e escravos, estes com intensidade crescente a partir do século XVI. Em cerca de vinte dias foram erguidas as paredes da torre, uma cerca e algumas casas. Ao abrigo da fortificação-feitoria desenvolveu-se um núcleo urbano geminado, informalmente denominado como "Duas Partes", um habitado por europeus, outro por nativos. A povoação de São Jorge da Mina recebeu Carta de Foral em 1486.

O primeiro comandante do forte-feitoria foi o próprio Diogo de Azambuja, entre 1482 e 1484. Entre os seus comandados, na ocasião, encontrava-se o marinheiro genovês Cristóvão Colombo. Posteriormente o comando foi ocupado por elementos ilustres no reino, nomeados por períodos de três anos. Estes oficiais tinham vastos poderes outorgados pela Coroa, ainda que sujeitos a um rígido regimento, de forma a coibir o contrabando do ouro ou a prática de outras atividades ilícitas. A sua autoridade estendia-se a outros entrepostos fundados posteriormente naquela costa, como os de Axim (Axém), Osu, Shema (Shamá), Waddan, Cantor e Benim.

Por volta de 1550, calcula-se que os portugueses tirassem de lá 310 quilos de ouro por ano. Na época, o tráfico de escravos funcionava ao contrário: os lusos levavam quinquilharias e escravos negros de outras regiões, como a costa do Benin, para os reis locais em troca do metal. Em 1500, 10% das reservas mundiais de ouro provinham da região.

Ao longo do século XVI, ataques de corsários franceses às embarcações portuguesas no regresso da Índia, da Mina e do Brasil tornaram-se freqüentes. O mesmo se registrou com relação à Inglaterra, com quem foi assinado um tratado em 1570.

O castelo vira uma senzala

A tranqüilidade dos portugueses na Costa do Ouro acabou no final do século XVI. De olho nos lucros fabulosos com o ouro africano, holandeses, ingleses e dinamarqueses começaram a construir seus próprios fortes. Para piorar, a descoberta do metal precioso pelos espanhóis no México e no Peru fez seu preço despencar na Europa.

Além disso, por volta de 1620, a Mina portuguesa começou a secar. Sem ouro, os europeus mudaram o rumo do negócio. Em vez de levar escravos negros do Benin para trocar por metal com os chefes locais, passam a exportá-los para as cada vez mais lucrativas plantações de cana-de-açúcar, algodão e tabaco das colônias americanas, como o Brasil.

O monopólio lusitano da Costa do Ouro foi quebrado em 29 de Agosto de 1637, quando uma frota holandesa tomou a Fortaleza de São Jorge da Mina, após cinco dias de resistência. As tropas holandesas eram formadas por mercenários europeus e tapuias, índios brasileiros de língua jê que haviam se aliado ao conde Maurício de Nassau durante a invasão holandesa de Pernambuco.


Fortaleza de São Jorge da Mina e Castelo no monte de S. Tiago (1750).

Os Holandeses fizeram de São Jorge da Mina a capital da Costa do Ouro Holandesa, e rebatizando o forte como Fort de Veer, Fort Java, Fort Scomarus e Fort Naglas, procedendo-lhe obras de reforço e de ampliação. A partir de então, o castelo tornou-se um pólo exportador de mão-de-obra escrava para o continente americano.

Para garantir o controle do tráfico de escravos, os holandeses também tomaram o forte português de Shama, em 1638, e outros entrepostos portugueses na África, São Tomé, Benguela e Luanda, em 1641. Era o fim de 160 anos de dominação portuguesa. Para negociar escravos em Elmina, traficantes brasileiros e lusos passaram a pagar imposto aos holandeses. Entre os séculos XVII e XVIII, o comércio de escravos atingiu o pico: a média anual de escravos embarcados na Costa do Ouro variava entre 10 000 e 35 000 indivíduos, segundo o historiador ganês Kwesi Anquandah. Só no século XVIII, a região exportou cerca de 677 000 negros para as Américas, boa parte por Elmina.

Os escravos vindos da Costa do Ouro chegaram ao Brasil em maior número entre 1700 e 1775. Apesar de pertencerem a diversas etnias, receberam todos o nome genérico de "negros da mina" ou "minas", por terem sido embarcados no porto de Elmina. Eram prisioneiros de guerra, bem pouco dispostos a suportar calados a escravidão. Os minas participaram de todas as revoltas de escravos do século XVIII e da formação de inúmeros quilombos. Eram destemidos e pouco obedientes. Também tinham aversão a trabalhos pouco higiênicos. Um povo mina, os akans — em cujo território foi construído o castelo de Elmina —, protagonizou um caso raro de final feliz. Desembarcados no Suriname, fugiram para o interior da selva, onde reconstruíram sua antiga sociedade. Hoje são chamados de maroons e ainda vivem na Amazônia surinamesa.

Do século XIX aos nossos dias

O tráfico rendeu à Europa e suas colônias lucros gordos e mão-de-obra farta até 1850, quando a Inglaterra passou a adotar medidas duras para reprimi-lo — entre elas, capturar navios negreiros.


Ataque britânico a Elmina (1873).

Em 1873 o forte foi conquistado pelos britânicos. Em 1957, quando a República de Gana tornou-se independente, seu controle passou para os africanos. A estrutura da fortificação foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1979.

O monumento sofreu uma ampla intervenção de restauração e conservação a cargo do governo de Gana na década de 1990 e, atualmente encontra-se aberto à visitação turística. Em vez de escravos, o velho castelo hoje recebe estudantes barulhentos e meia dúzia de turistas.

Fontes: Revista Super Interessante / Wikipédia / Revista Além Mar

Torne-se um Senhor Feudal!

Você também é fascinado pela Idade Média? Época de senhores feudais, cavaleiros, belas donzelas em perigo, batalhas épicas, magias, bruxarias entre outros, ao menos, é assim que os filmes que passam em nossos cinemas, nos dias atuais, retratam este período tão "misterioso" ! Caso seja você um "amante" destas histórias, esse é o seu jogo !!! Guerra khan, um jogo de estratégia medieval online.

Neste jogo você tem que tornar-se um grande governante ! Para isso deve escolher uma entre as nove nações diferentes para jogar, conquistar os territórios de seu inimigo, como um grande senhor faria, além de desenvolver seu império para que possa colocar seu nome na História !

Para jogar basta acessar o LINK abaixo, registrar-se e ter um bom divertimento, meu senhor !!




Saiba um pouco mais sobre a Idade Média !

A época medieval é uma das mais “famosas” e também uma das mais “mal compreendidas” da nossa história. Digo isso porque no cinema, principalmente em Hollywood, essa época sempre foi apresentada como um lugar de “magia”, de “códigos de honra” e de “belos cavaleiros e de suas donzelas” ! Mas, afinal, como foi a História desse período ?

Primeiramente é interessante delimitar o local e a época onde a chamada Idade Média ocorre. Estamos aqui falando, então, sobre um período que se inicia com o final do Império Romano, em 476, e que se estende até 1453, com os Turcos otomanos conquistando uma cidade chamada Constantinopla. Outro ponto importante é que os eventos desse período não ocorreram por todo o mundo, como muitas vezes pode parecer. O poder da Igreja Católica, o Teocentrismo (Deus no centro do Universo ) e o Feudalismo (os trabalhadores realizavam um contrato com o senhor feudal: ofereciam trabalho em troca de proteção, abrigo, etc. Por esse motivo, não havia mobilidade social; a economia era de subsistência ), são algumas características que marcam esse período. Além disso, como dissemos, esse modelo não ocorre em todo o mundo, ficando mais restrito à Europa Ocidental em localidades onde hoje se encontra, por exemplo, a França, a Inglaterra e a Alemanha.

Outro ponto importante é saber que essa época é vista por muitos como a das Trevas ! Isso porque, quando olhamos o mundo hoje que valoriza sobremaneira a Razão e a Ciência, vemos que na época Medieval, principalmente em seu início, a sociedade estava criando outros valores que não esses, principalmente ligados ao da fé ! Por isso as Trevas, pois aparentemente a Ciência e a Razão haviam “desaparecido” neste momento !

Mas a partir do Séc. XII, a Europa Ocidental passou a conhecer o seu “renascer” material e cultural. Assim, as situações se inverteram de tal forma, que o feudalismo passou a ser um sistema decadente, dando lugar para um capitalismo comercial apoiado pela burguesia e pelas monarquias nacionais. É a abertura para a Modernidade com a sua revalorização do conhecimento técnico e da razão científica.

África, o berço da humanidade


Estou criando esse artigo para deixar um LINK que, apesar de ser bastante simples, pode ajudar a entender um pouco mais a origem de nossa história. Isso no sentido tanto de nossa civilização como também de nossa formação enquanto espécie humana. Afinal, aprender sobre como tudo começou, pode ajudar a viver melhor hoje !
Como sabemos, a atual ciência, com seus estudos de antropologia, arqueologia, evolução e história, entre outros, tem dito que as melhores explicações para as nossas origens estão no continente africano. Mas como sabemos, a história recente colocou os europeus, principalmente, dominando essa localidade e destruindo, entre outras coisas, toda uma história cultural de inúmeros povos que, pela força bruta, tiveram que assimilar o modelo de vida e de civilização europeu. Isso, sabemos, acabou por destruir muitas possíveis contribuições que poderiam ser feitas hoje para a nossa cultura predominantemente capitalista/européia.

Como exemplo disso, vocês podem observar, no infográfico disponibilizado no LINK, que em 1879 os ingleses, que dominavam parte do território africano, por meio de seus médicos, aprenderam a realizar a cesariana com o povo banyoro !! Isso mostra que, quando queremos, o outro sempre pode ter algo a nos ensinar !!!

É isso, entrem no LINK abaixo e conheçam um pouco mais sobre esse continente, e seus povos.