Você encontra aqui conteúdos da disciplina História e Cultura Afro- Brasileira para estudos e pesquisas, como também, assuntos relacionados à Política, Religião, Saúde, Educação, Gênero e Sociedade.
Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
QUEM SE IMPORTA COM O FUTURO ALHEIO?
Doze
dias de greve dos policiais na Bahia foram capazes de revolver diversos
segmentos da sociedade baiana, não apenas na negociação diária em busca
de saídas para o impasse entre grevistas e o governo do estado, mas,
sobretudo no debate irado que se travou nos meios de comunicação em
torno do argumento do desamparo ao qual a população estava submetida e
dos prejuízos gerados à economia pela redução da circulação de pessoas
no comércio.
Os
telejornais locais e os nacionais deram ampla cobertura ao fato e o
barulho social gerado pela paralisação tinha força de um urro, ora
acusando o governador de omisso e irresponsável por não negociar com os
policiais, ora acusando os policiais de bandidos, irresponsáveis e até
de contribuírem diretamente para o aumento do número de homicídios. Em
outras palavras, parte da imprensa disse com muito prazer que uma certa
polícia miliciana andou executando gente durante a greve a torto e a
direito.
METRÔ –
Há pouco mais de uma semana a maior cidade do País, São Paulo, acordou
com os metroviários de braços cruzados e mesmo quem vive no Amapá foi
bombardeado o dia inteiro por imagens televisivas de todas as emissoras
mostrando do alto a cidade caótica, cena, aliás, que nem precisa de
paralisação de metrô para ser capturada por câmeras de TV, em se
tratando de São Paulo. A greve não durou um dia. O poder político e o
poder econômico, diante do prejuízo que se desenhou, arranjaram uma
solução urgente e 24 horas depois tudo estava resolvido, com conquistas
para os metroviários.
Em
Salvador, que nunca pôde contar com o luxo de ter um metrô, no mesmo
dia quem cruzou os braços foram os motoristas e cobradores de ônibus,
deixando cerca de um milhão de pessoas sem transporte e reduzindo
radicalmente a circulação de dinheiro no comércio. Como quem anda de
ônibus em Salvador está em muita desvantagem social e econômica em
relação a quem anda de metrô em São Paulo, a coisa demorou um pouquinho
mais que lá para se resolver, mas a greve não se estendeu nem até o fim
de semana.
RENITENTE -
Enquanto isso, na Bahia, numa outra dimensão da vida, para um grupo de
pessoas que de certo modo carregam nas costas a única idéia de futuro
que este país pode ter, os professores, uma greve se arrasta caminhando
para dois meses, 60 dias, e a impressão que se tem na capital, em
Salvador, é que nada está acontecendo, que nada está fora do lugar ou da
ordem. Milhares de alunos sem aula há praticamente 60 dias, um discurso
renitente do governo que contesta até as decisões judiciais sobre o
pagamento dos salários dos professores e com exceções de uma reportagem
de TV aqui e ali ou de um comentário de apresentador, quem parece
socialmente incomodado com a greve e suas consequências.
Quando
a polícia para e todo mundo fica com medo de sair às ruas e deixa de
fazer compras, a economia do país e o medo da violência crescer ainda
mais fazem a população comum sair do silêncio, mesmo que seja para dizer
absurdos. Quando o transporte público para e os empregados não podem ir
trabalhar e o comércio e a indústria veem essas ausências transformadas
em perda concreta de dinheiro, dá-se um jeito de forçar o poder público
a se virar nos 30, negociar o que quer que seja para a ordem das coisas
se restabelecer. E a cidade vazia, os shopping centers vazios e a
paisagem das ruas sem polícia ou sem ônibus geram excelentes imagens de
TV.
OFENDIDOS -
Já milhares de meninos e meninas pobres, sem aula, cada um em sua casa,
sem poder nenhum, que imagem haverão de gerar para o telespectador? A
lógica parece simples e não é da televisão, mas, antes, da sociedade.
Quando os policiais ou os metroviários e rodoviários cruzam os braços, a
sociedade compreende imediatamente que o seu presente, o imediato, o
aqui e o agora estão comprometidos. E como pode o direito de ir e vir do
cidadão ser assim cerceado, pensa a maioria e aponta a metralhadora de
pressão para os governantes descansados, obrigando-os a reagir.
Já
os professores da rede pública, se cruzam os braços, quem se importa?
Isso não diz respeito ao presente de ninguém, somente ao futuro, e mesmo
assim já incerto, de um universo de jovens pobres para quem a greve,
cada vez mais silenciosa socialmente, é apenas mais um elemento de
consolidação da falta de acesso à cultura, à informação e à formação que
os habilitariam a entrar na universidade sem serem ofendidos porque
precisam de cotas. A greve dos professores quase não passa na TV porque
diz respeito ao futuro alheio.
Malu Fontes é
jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da
Facom-UFBA. Texto publicado originalmente em 03 de junho de 2012, no
jornal A Tarde, Caderno 2, p. 05, Salvador/BA; maluzes@gmail.com
A Tarde/BA
03/06/2012
4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
Estão abertas as inscrições para a
4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
O Museu Exploratório
de Ciências – Unicamp convoca estudantes e professores de todo o país a
participarem da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. As
inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site até dia 10 de agosto.
A Olimpíada Nacional
em História do Brasil é uma iniciativa única na área de ciências humanas
em todo o Brasil. Em 2011, a Olimpíada contou com mais de 65 mil
inscritos, com representantes de todos os estados do território
nacional.
Composta por cinco
fases online e uma presencial, a competição envolve professores de
história e alunos do oitavo e nono anos do Ensino Fundamental e das
séries do Ensino Médio em um trabalho coletivo de estudar não apenas o
conteúdo das questões propostas, mas de desenvolver um olhar crítico
para a história. Dessa forma, é valorizado o processo de aprendizagem e
construção do conhecimento. O contato direto com documentos históricos
permite aos participantes trabalharem como historiadores, à medida que
processam as informações exigidas nas respostas das questões em cada
fase.
Este ano, a primeira
fase terá início em 20 de agosto e a fase final presencial acontecerá
nos dias 20 e 21 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
O Museu Exploratório
de Ciências custeará as passagens de avião de 37 equipes para
participarem da final, selecionadas de acordo com sua pontuação nas
fases online. Serão selecionadas: para cada estado da federação, a
equipe com maior pontuação; a equipe de escola pública com maior
pontuação em cada uma das cinco regiões do país (norte, nordeste,
sudeste, sul e centro-oeste) e as cinco equipes de escola pública com
maior pontuação, independente da região.
Os professores
responsáveis por essas equipes serão convidados a permanecer na Unicamp
para realizar um curso de capacitação de uma semana, com custos de
hospedagem cobertos também pelo Museu, após a final da Olimpíada.
A Olimpíada premiará
escolas, alunos e professores, com 60 medalhas de ouro, 100 de prata e
140 de bronze, além de certificados de participação para todos os
inscritos e todas as escolas participantes.
Gabriela Villen
Museu Exploratório de Ciências
Universidade Estadual de Campinas
www.mc.unicamp.br
imprensamuseu@reitoria.unicamp.br
(19) 3521 1729
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Os 5 princípios da boa escrita
Não pense que escrever bem é apenas evitar
erros gramaticais. Confira 5 dicas que podem ajudar você a escrever bem
sobre qualquer assunto
Crédito: Shutterstock.com
Um bom texto vai muito além da ausência de erros gramaticais, de pontuação ou concordância
Durante as aulas de redação, muitas vezes não fica claro qual o conceito de um bom texto e, por isso, os alunos acreditam que um texto bem escrito é aquele sem erros gramaticais, de pontuação ou concordância. No entanto, um bom texto vai muito além disso.
» Como escrever o parágrafo introdutório
» Como escrever uma conclusão
» 5 dicas para escrever um discurso de graduação
Para que um texto seja considerado bom, ele precisa, além de todos os fatores citados anteriormente, responder aos interesses e necessidades do leitor. Confira quais são os principais aspectos de uma boa escrita:

Um bom texto vai muito além da ausência de erros gramaticais, de pontuação ou concordância
Durante as aulas de redação, muitas vezes não fica claro qual o conceito de um bom texto e, por isso, os alunos acreditam que um texto bem escrito é aquele sem erros gramaticais, de pontuação ou concordância. No entanto, um bom texto vai muito além disso.
» Como escrever o parágrafo introdutório
» Como escrever uma conclusão
» 5 dicas para escrever um discurso de graduação
Para que um texto seja considerado bom, ele precisa, além de todos os fatores citados anteriormente, responder aos interesses e necessidades do leitor. Confira quais são os principais aspectos de uma boa escrita:
Princípios de uma boa escrita: 1. Propósito
O seu texto deve ter um objetivo claro. Ou seja, você precisa saber com certeza o que está escrevendo e por qual motivo está escrevendo aquilo.Princípios de uma boa escrita: 2. Clareza
Seja específico. Explique o que você quer com concisão e clareza, para que o seu leitor entenda, desde o princípio, o que você está querendo dizer com aquele texto.Princípios de uma boa escrita: 3. Informações específicas
Use dados e estatísticas para validar o tema da sua redação. Use informações relacionadas ao tema para que ele tenha um aspecto mais informativo e interessante, que chame a atenção do leitor. Não se esqueça de verificar se essas informações são verdadeiras.Princípios de uma boa escrita: 4. Conexões
Evite jogar todas as informações no papel. Procure organizá-las de maneira que o final de um parágrafo já sirva como uma breve introdução para o que vai ser dito no parágrafo seguinte.Princípios de uma boa escrita: 5. Palavras apropriadas
Fique atento à escolha de palavras. Primeiro defina se será um texto formal ou informal e, a partir daí, escolha quais palavras se encaixarão melhor naquilo que você pretende dizer. Não escreva períodos muito longos, seja conciso, claro e enfático.
Fonte:
Universia Brasil
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