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Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.







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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Refletindo o 13 de maio




Devemos aproveitar essa data para revisar o que não foi reparado a essa população e isso deve ser feito a cada 13 de maio que passar. É hora de nos comprometermos com uma reflexão constante sobre nossas práticas, vamos construir e reconstruir o negro e a negra diariamente, questionando o nosso passado e traçando metas para um futuro mais justo.
A população negra e o Movimento Negro concerteza continuarão nas lutas pela aprovação dos Estatutos de Promoção da Igualdade Racial, pela real aplicação do ensino da Cultura Africana nas escolas e nas universidades, pelo acesso ao trabalho, por salários igualitários para todos, por uma melhor abordagem policial, pelo fim do extermínio da juventude negra, pelo fim do trabalho escravo, pela luta do currículo escolar menos eurocêntrico e mais multicultural e multiracial, por melhores livros didáticos e por um ambiente racialmente mais democrático nas escolas e na Sociedade.

Façamos dessa data um momento de luta, usemos esse dia para ressaltar nossa trajetória de inconformismo; esse mesmo inconformismo que nos leva a realizar pequenas e grandes revoluções em nosso cotidiano. Continuemos a considerar o 20 de novembro como a grande data de celebração no Brasil, data de morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior e mais duradouro quilombo do Brasil colonial. Zumbi dos Palmares foi nosso grande herói da resistência à escravidão, verdadeiro arquétipo da não submissão dos escravos ao cativeiro. E nós como descendentes de África, somos os herdeiros de um passado com os maiores crimes aos direitos humanos e maior chacina da humanidade, então não devemos ter vergonha desse passado, devemos ter vergonha sim, daqueles que se tornaram desumanos a ponto de nos torturar, roubar nossa cultura e de enriquecerem com o nosso suor.

Trecho do texto Desmistificando a data da suposta libertação por Eucimar Freitas

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