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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Imperialismo na África

Até o século XIX, o litoral do continente africano era a única região em que tínhamos a presença colonial europeia. Em suma, as atividades nessas regiões se resumiam ao lucrativo tráfico negreiro que marcou o desenrolar da economia mercantil. Nesse segundo momento, a presença europeia se deu de forma muito mais enfática e estabeleceu a desarticulação de várias comunidades diferenciadas por suas características culturais e linguísticas.



O primeiro evento de ocupação imperialista ocorreu entre 1830 e 1857, quando os franceses realizaram a conquista da Argélia. Em linhas gerais, essa conquista recuperou o prestígio francês perdido após as guerras napoleônicas e assegurou grandes lucros às empresas do país. Logo em seguida, foi a vez dos franceses se afixarem na Tunísia e afixarem seus domínios na África Ocidental Francesa e na África Equatorial Francesa. Tal domínio também contou com a conquista de Madagascar e Marrocos.



Os britânicos realizaram sua incursão imperialista promovendo a conquista do Egito e a consequente obtenção do Canal de Suez. Do ponto de vista econômico, o Canal de Suez permitia a integração entre os grandes centros industriais europeus e as colônias asiáticas através da ligação entre o mar Mediterrâneo e Vermelho. Logo após o domínio do Egito, o Sudão também foi incorporado como mais uma das parcelas do território imperial da Inglaterra.



A continuidade do projeto imperialista inglês aconteceu com a conquista da Rodésia, Uganda, Zanzibar, Quênia, África Oriental Inglesa, Serra Leoa, Costa do Ouro, Nigéria, Gâmbia. Para controlarem a rica região sul-africana, os britânicos tiveram que entrar em conflito com os colonos de origem holandesa na chamada Guerra dos Bôeres, que ocorreu entre os anos de 1899 e 1902.



No ano de 1876, o rei belga Leopoldo II promoveu a anexação de toda a bacia do Congo, que foi transformada em território de ingerência pessoal. Com tudo, em 1908, o governo da Bélgica decidiu que a possessão seria reintegrada ao Estado, tendo em vista o terrível morticínio provocado pela dominação do monarca. Nas últimas décadas do século XIX, Alemanha e Itália, após a tardia unificação de seus respectivos Estados Nacionais, também avolumaram o imperialismo na África.



Os alemães promoveram a formação da África Oriental Alemã, composta pelos territórios de Ruanda-Burundi e Tangancia. Já na porção ocidental do continente, os germânicos controlaram Camarões, Togo e a atual Namíbia. Os italianos foram responsáveis pelo controle do litoral Líbio, da Eritreia e da Somália. O controle absoluto do “Chifre Africano” só não ocorreu por causa da derrota italiana na batalha de Ádua, vencida por um mal preparado exército etíope.



O desenvolvimento da ação imperialista levou as grandes nações capitalistas a promoverem a Conferência de Berlim (1884 - 1885), organizada pelo estadista Otto Von Bismarck. O principal objetivo do encontro foi definir as regras que determinariam as conquistas imperiais sobre o continente africano. A partir daquele momento, qualquer nova anexação deveria ocorrer a partir do envio de um documento avisando os demais governos imperialistas.



Apesar da inegável supremacia dos europeus, a dominação imperialista foi marcada por várias guerras e
conflitos entre nativos e colonizadores. Os franceses tiveram de suportar vários levantes ocorridos na Etiópia e os ingleses tiveram de se organizar contra a resistência no Sudão. Os únicos casos de sucesso africano aconteceram nas regiões da Libéria e da Etiópia, que conseguiram evitar a presença imperialista.


Fonte: www.mundoeducacao.com.br


A Guerra dos Bôeres (1899-1902)


Os bôeres eram descendentes de holandeses, que dominavam a região aurífera de Transvaal e Orange, na África. A Inglaterra, com a finalidade de explorar o ouro do sul da África, invadiu a região e impôs, após três anos de guerra, a sua dominação sobre os bôeres.
Com a corrida do ouro na África do Sul, grandes companhias mineradoras ali se instalaram. Ocorreram novos conflitos estimulados pela Inglaterra. a Britsh South Africa Company, funda por Cecil Rhodes, em 1899, teve papel fundamental nas rebeliões. A guerra começou no final de 1899 e durou três anos. Em 1902, foi estabelecida a paz e, no ano de 1903, surgiu a República Sul-Africana.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Ouro da África Oriental

Tal como sucedeu na África Ocidental, também na África Oriental
o ouro foi um motor decisivo no desenrolar da vida econômica
das velhas comunidades mercantis, como representará uma das principais motivações do estabelecimento português


Cruzado Português de 1755; Foi cunhado para remediar a falta
de numerário que havia na África Oriental, principalmente
para pagar aos empregados e tropas que a guarneciam.

No final do século XV (1490), Pêro da Covilhã mandava notícias sobre Sofala para a corte de D. João II, referindo-a como um dos centros de comercialização do metal amarelo, do "ouro do Monomotapa" e como um dos pontos de escala obrigatórios dos portugueses na sua jornada para a Índia das especiarias. O ouro, no entanto, também chamará a atenção dos nossos exploradores de Quinhentos. Ao litoral moçambicano chegava o ouro do Monomotapa, ou seja, das regiões de Butua, Mokaranga e Manica (entre a Rodésia do Sul, Manica e o Transvaal).

O ouro apresenta-se em quatro formas: em fino pó, em grãos mais ou menos pequenos, em lascas mais ou menos espessas (o mais valioso), ou em pedras (o mais vil).


Rinoceronte de ouro de Mapungubwe; Tem 22
centímetros de comprimento, foi feito em madeira
maciça, recoberta com folhas flexíveis de ouro.

O comércio e a exploração do ouro estava nas mãos do rei - o Monomotapa; ninguém o podia extrair sem a sua autorização, sob pena de morte. No entanto, não havia grandes imposições (embora, de uma maneira geral, o rei e os poderosos se assenhoreassem das minas, com os seus acostados e escravos, quando elas mostravam dar bom rendimento) e, quando o soberano pretendia algum ouro, distribuía algumas dádivas pelos régulos cafres em troca do metal. Por outro lado, a exploração era difícil, quer pelas condições do terreno e das minas, quer pela falta de mão-de-obra (população dizimada pelas fortes mortalidades infantis, pestes, pragas... e sobretudo pela caça ao homem para alimentar os mercados de escravos que despovoava largas regiões), quer pelo pouco interesse pelo ouro em si por parte dos nativos.

Ao abrir o século XVI, o grosso da produção escoava-se através dos portos marítimos e toda a exportação por mar estava nas mãos dos muçulmanos. Os mercadores mouros viajavam também pelo sertão, mas nunca com intenções de exercer qualquer domínio sobre o processo produtivo. Apenas vendiam "de antemão" aos nativos os artigos que os incitariam a ir trabalhar. A exploração das jazidas auríferas é estruturada num período desconhecido, certamente anterior ao século VI.


Fortaleza portuguesa de Kilwa (Quíloa), Tanzânia.

Vários centros costeiros do Índico estariam envolvidos na comercialização deste metal precioso e, quando os portugueses aí se estabelecerem, o trato vai continuar. Foram os mercadores do mar Vermelho que abriram e traçaram esta grande rota marítima do ouro, e ao longo de todo o seu percurso, nos lugares de escala de navegação dos ligeiros zambucos ou de naus mais grossas, ou de realização de feiras, edificaram-se grandes cidades marítimas, cujas construções de pedra e taipa com janelas e açoteias à maneira ibérica se alinham em ruas regulares.

Assim nasceram e se desenvolveram Mogadíscio, Melinde, Mombaça, Quíloa, Angoxa, Sofala, etc. Neste circuito participarão persas (presença atestada por louças e vidros do Levante), chineses (encontrou-se também louça e porcelana chinesa dos séculos XIII e XV), árabes e portugueses. Nestes lugares, onde se realizavam outras tantas feiras prósperas, as naus e zambucos dos mercadores do Índico (árabes, na sua grande parte) traziam nos seus porões os panos de algodão de Cambaia, as contas de vidro e as louças do mar Vermelho, Guzerate ou China, levando, em troca, o ouro, os dentes de elefante ou os escravos.

Fonte: Infopédia

África, o berço da humanidade


Estou criando esse artigo para deixar um LINK que, apesar de ser bastante simples, pode ajudar a entender um pouco mais a origem de nossa história. Isso no sentido tanto de nossa civilização como também de nossa formação enquanto espécie humana. Afinal, aprender sobre como tudo começou, pode ajudar a viver melhor hoje !
Como sabemos, a atual ciência, com seus estudos de antropologia, arqueologia, evolução e história, entre outros, tem dito que as melhores explicações para as nossas origens estão no continente africano. Mas como sabemos, a história recente colocou os europeus, principalmente, dominando essa localidade e destruindo, entre outras coisas, toda uma história cultural de inúmeros povos que, pela força bruta, tiveram que assimilar o modelo de vida e de civilização europeu. Isso, sabemos, acabou por destruir muitas possíveis contribuições que poderiam ser feitas hoje para a nossa cultura predominantemente capitalista/européia.

Como exemplo disso, vocês podem observar, no infográfico disponibilizado no LINK, que em 1879 os ingleses, que dominavam parte do território africano, por meio de seus médicos, aprenderam a realizar a cesariana com o povo banyoro !! Isso mostra que, quando queremos, o outro sempre pode ter algo a nos ensinar !!!

É isso, entrem no LINK abaixo e conheçam um pouco mais sobre esse continente, e seus povos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Imperialismo na África

História do Imperialismo na África, neocolonialismo, causas e consequências para o continente africano

imperialismo na África

Charge satirizando o imperialismo na África.

História do Imperialismo na África

Na segunda metade do século XIX, a África foi colonizada e explorada por nações européias, principalmente, Reino Unido, França, Holanda, Bélgica e Alemanha. Este período ficou conhecido como neocolonialismo.

Como a Europa passava pelo processo de Revolução Industrial, necessitava de matérias-primas e novos mercado consumidores para as mercadorias produzidas pelas indústrias européias. Uma solução encontrada foi a exploração de regiões da Ásia e África.

O continente africano foi “repartido” entre os paises europeus que implantaram um sistema imperialista, desrespeitando a cultura e diversidade étnica na região.

O imperialismo na África teve as seguintes características:

- Os países europeus forçaram os povos africanos a seguirem aspectos culturais europeus, justificando que estavam levando o progresso e a ciência para o continente;

- A superioridade militar européia foi usada para dominar e evitar revoltas e manifestações populares;

- Os europeus praticamente obrigaram os africanos a consumirem os produtos fabricados nas indústrias européias;

- O território da África foi dividido entre as nações européias, ignorando os povos que ali viviam;

- Os europeus exploraram os recursos naturais (principalmente minérios) do solo da África, sem que os africanos tivessem qualquer benefício neste processo;

Resultados do neocolonialismo e imperialismo na África

O imperialismo aplicado pelos europeus na África na segunda metade do século XIX deixou feridas no continente até os dias de hoje. Além de explorar os recursos naturais, o imperialismo provocou graves conflitos étnicos na África. A cultura africana também foi muito prejudicada neste processo.

História da África

Cultura africana, povos, história, Bérberes, Bantos, Império de Gana, civilizações antigas, economia, arte, religião, trabalho e sistemas de produção, alimentação, saúde, comércio

história da áfrica e cultura africana

Bérberes: os nômades do deserto

Nas escolas e nos livros, costumamos estudar apenas a história de um povo africano: os egípcios. Porém, na mesma época em que o povo egípcio desenvolvia sua civilização, outros povos africanos faziam sua história. Conheceremos abaixo alguns destes povos e suas principais características culturais.

O povo Bérbere

Os bérberes eram povos nômades do deserto do Saara. Este povo enfrentava as tempestades de areia e a falta de água, para atravessar com suas caravanas este território, fazendo comércio. Costumavam comercializar diversos produtos, tais como : objetos de ouro e cobre, sal, artesanato, temperos, vidro, plumas, pedras preciosas etc.

Costumavam parar nos oásis para obter água, sombra e descansar. Utilizavam o camelo como principal meio de transporte, graças a resistência deste animal e de sua adaptação ao meio desértico.

Durante as viagens, os bérberes levavam e traziam informações e aspectos culturais. Logo, eles foram de extrema importância para a troca cultural que ocorreu no norte do continente.

Os bantos

Este povo habitava o noroeste do continente, onde atualmente são os países Nigéria, Mali, Mauritânia e Camarões. Ao contrário dos bérberes, os bantos eram agricultores. Viviam também da caça e da pesca.

Conheciam a metalurgia, fato que deu grande vantagem a este povo na conquista de povos vizinhos. Chegaram a formar um grande reino ( reino do Congo ) que dominava grande parte do noroeste do continente.

Viviam em aldeias que era comandada por um chefe. O rei banto, também conhecido como manicongo, cobrava impostos em forma de mercadorias e alimentos de todas as tribos que formavam seu reino.

O manicongo gastava parte do que arrecadava com os impostos para manter um exército particular, que garantia sua proteção, e funcionários reais. Os habitantes do reino acreditavam que o maniconco possuía poderes sagrados e que influenciava nas colheitas, guerras e saúde do povo.

Os soninkés e o Império de Gana

Os soninkés habitavam a região ao sul do deserto do Saara. Este povo estava organizado em tribos que constituíam um grande império. Este império era comandado por reis conhecidos como caia-maga.

Viviam da criação de animais, da agricultura e da pesca. Habitavam uma região com grandes reservas de ouro. Extraíam o ouro para trocar por outros produtos com os povos do deserto (bérberes). A região de Gana, tornou-se com o tempo, uma área de intenso comércio.

Os habitantes do império deviam pagar impostos para a nobreza, que era formada pelo caia-maga, seus parentes e amigos. Um exército poderoso fazia a proteção das terras e do comércio que era praticado na região. Além de pagar impostos, as aldeias deviam contribuir com soldados e lavradores, que trabalhavam nas terras da nobreza.