Você encontra aqui conteúdos da disciplina História e Cultura Afro- Brasileira para estudos e pesquisas, como também, assuntos relacionados à Política, Religião, Saúde, Educação, Gênero e Sociedade.
Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.








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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Grandes Reis e Rainhas da África HATSHEPSUT

A Rainha mais habilidosa de uma Antiguidade Distante
(1503 – 1482 A.C.)




Hatshepsut subiu ao poder depois que seu pai, Thutmose I, estava com paralisia. Ele designou Hatshepsut como sua principal ajudante e herdeira para o trono. Enquanto vários rivais masculinos buscavam o poder, Hatshepsut resistiu aos desafios deles para permanecer líder daquela que era até então a principal nação do mundo. Para ajudar a aumentar sua popularidade com o povo do Egito, Hatshepsut teve vários templos espetaculares e pirâmides erguidas. Algumas das altíssimas estruturas ainda hoje permanecem como uma lembrança da primeira governante real de uma nação civilizada. Ela realmente foi ” A Rainha mais Habilidosa de uma Antiguidade Distante” e permaneceu assim durante trinta e três anos.

TAHARQA
Rei de Nubia (710 – 664 A.C.)




Com dezesseis anos, este grande Rei de Nubia conduziu seus exércitos contra os assírios que invadiam seu aliado, Israel. Esta ação lhe deu um lugar na Bíblia (Isaias 37:9, 2 Reis 19:9). Durante os 25 anos de seu reinado, Taharqa controlou o maior império da África antiga. Seu poder só foi igualado pelos assírios. Estas duas forças sempre estavam em conflito, mas apesar da guerra contínua, Taharqa pôde iniciar um programa de construção ao longo do império que estava subjugando em extensão. Os números e a majestade de seus projetos eram legendários, com o maior sendo o templo a Gebel Barkal no Sudão. O templo foi escavado da pedra viva e enfeitado com imagens de Taharqa com mais de 100 pés de altura.

ANÍBAL
Dirigente de Cartago (247 – 183 A.C.)




Considerado um dos maiores generais de todos os tempos, Aníbal e seus poderosos exércitos africanos conquistaram as porções principais da Espanha e da Itália, e estiveram muito perto de derrotar o superpoderoso Império Romano. Nascido em Cartago, país ao norte da África, Aníbal tornou-se general do exército aos vinte e cinco anos. Seus audaciosos movimentos como marchar com o exército em elefantes africanos de guerra pelos Alpes traiçoeiros para surpreender e conquistar o norte da Itália, e seu gênio tático, foram ilustrados pela batalha de Cannas onde seu exército, aparentemente capturado, com inteligência cercou e destruiu uma força romana muito maior, lhe rendeu um reconhecimento que se expandiu por mais de 2000 anos.

CLEÓPATRA VII
Rainha do Egito (69 – 30 A.C.)




A mais famosa das sete matriarcas com este nome, Cleópatra subiu ao trono aos dezessete anos. A jovem rainha é freqüentemente retratada de forma errada como uma caucasiana (raça branca), porém ela tinha descendência grega e africana. Dominando vários idiomas diferentes e vários dialetos africanos, ela foi um importante instrumento além das fronteiras do Egito. Se esforçando para dar ao Egito a supremacia mundial, Cleópatra recrutou os serviços militares de dois grandes líderes romanos. Ela persuadiu Júlio César e, depois, Marco Antônio para renunciar as submissões romanas deles para lutar em nome do Egito. Porém, cada um conheceu a morte assim que os sonhos de conquistas de Cleópatra se realizaram. Desanimada, Cleopatra se matou, colocando um fim na vida da rainha africana mais célebre do mundo.

TENKAMENIN
Rei de Gana (1037 – 1075)




O país de Gana alcançou a altura de sua grandeza durante o reinado de Tenkamenin. Através de sua administração cuidadosa do comércio de ouro pelo deserto do Saara na África Ocidental, o império de Tenkamenin floresceu economicamente. Mas sua maior força estava no governo. Todo dia ele ia a cavalo e escutava os problemas e preocupações de seu povo. Ele insistiu que a ninguém fosse negada uma audiência e que lhes permitissem permanecer em sua presença até que a justiça fosse feita.

MANSA KANKAN MUSSA
Rei de Mali (1306 – 1332)




Líder extravagante e uma figura do mundo, Mansa Mussa se distinguiu como um homem que fez de tudo em uma grande escala. Homem de negócios realizado, ele administrou vastos recursos para beneficiar seu reino inteiro. Ele também era um estudante, e importou notáveis artistas para levantar a consciência da cultura de seu povo. Em 1324 ele conduziu seu povo no Hadj, uma peregrinação santa de Timbuktu para Mecca. Sua caravana consistia em 72,000 pessoas que ele conduziu seguramente pelo Deserto do Saara a uma distância total de 6,496 milhas. Tão espetacular era este evento, que Mansa Mussa ganhou o respeito de estudantes e comerciantes ao longo da Europa, e ganhou prestígio internacional por Mali como um dos maiores e mais ricos impérios do mundo.

SUNNI ALI BER
Rei de Songhay (1464 – 1492)




Quando Sunni Ali Ber chegou ao poder, Songhay era um pequeno reino no Sudão ocidental. Mas durante seu reinado de vinte e oito anos, esse reino se transformou no maior e mais poderoso império da África Ocidental. Sunni Ali Ber organizou um exército notável e com esta força feroz o rei guerreiro ganhou várias batalhas. Ele derrotou os nômades, aumentou as rotas de comércio, conquistou aldeias, e ampliou seu domínio. Ele capturou Timbuktu, trazendo para o império de Songhay um centro mais amplo de cultura de comércio, e bolsa de estudos muçulmano.

JA JA
Rei de Opobo (1464 – 1492)




Jubo Jubogha, filho de um membro desconhecido do povo Ibo, foi forçado a escravidão aos 12 anos, mas ganhou a liberdade ainda jovem e se tornou um comerciante independente (conhecido como Ja Ja pelos europeus). Ele tornou-se chefe de seu povo e da cidade oriental nigeriana de Bonny. Ele mais tarde se tornou rei de seu próprio território, Opobo, uma área perto do rio oriental da Nigéria, mais favorável ao comércio. Com o passar dos anos, governos europeus, principalmente o britânico, tentaram controlar o comércio da Nigéria. A resistência feroz de Ja Ja a qualquer influência externa acabou o levando ao exílio aos 70 anos pelos britânicos, para as Índias Ocidentais. O maior chefe Ibo do século XIX nunca mais viu seu reino.

MOSHOESHOE
Rei de Basutoland (1518 – 1568)




Por meio século, o povo de Basotho foi governado pelo fundador de sua nação. Moshoeshoe foi um rei sábio e justo que era brilhante em diplomacia quando estava em batalha. Ele uniu diversos grupos , desarraigados pela guerra, em uma sociedade estável onde a lei e a ordem predominaram e as pessoas puderam criar suas colheitas e seu gado em paz. Ele sabia que a paz tornava a prosperidade possível, e ele freqüentemente evitava conflitos através de hábeis negociações. Hoshoeshoe solidificou as defesas de Basotho em Thaba Bosiu, sua inconquistável capital montanhosa. Deste lugar seguro ele obteve várias vitórias sobre forças superiores.

IDRIS ALOOMA
Sultão de Bornu (1580 – 1617)




Dois séculos antes de Idris Alooma se tornar Mai (o Sultão) de Bornu, Kanem era uma terra separada onde as pessoas tinham sido expulsas por seus primos nômades, os Bulala. Isto fez com que um dos mais extraordinários governantes africanos reunisse os dois reinos. Idris Alooma era um muçulmano devoto. Ele substituiu a lei tribal pela lei muçulmana, e no começo de seu reinado fez uma peregrinação a Mecca. A viagem tinha um significado tanto militar como religioso, de onde ele retornou com armas de fogo turcas e depois comandou um exército inacreditavelmente forte. Eles marchavam rapidamente e atacavam de repente, esmagando tribos hostis em campanhas anuais. Finalmente Idris conquistou Bulala, estabelecendo domínio sobre o império de Kanem-Bornu e uma paz que durou meio século.

SHAMBA BOLONGONGO
Rei Africano da Paz (1600 – 1620)




Saudado como um dos maiores monarcas do Congo, o Rei Shamba não teve desejo maior do que preservar a paz, que é refletida em uma comum citação sua: “Não mate nenhum homem, nem mulher, nem criança. Eles não são as crianças de Chembe (Deus), e eles não têm o direito de viver? ” Ele freqüentemente viajava para aldeias distantes que usavam sua faca com lâmina de madeira, reconhecida como um meio exclusivo de armamento do estado. Shamba também era notável em promover artes e barcos, e por projetar uma forma complexa e extremamente democrática de governo que caracteriza um sistema de empecilhos e equilíbrios. O governo era dividido em setores que incluíam o exército, filiais judiciais e administrativas que representavam todas as pessoas de Bushongo.

OSEI TUTU
Rei Ashanti (1680 – 1717)




Osei Tutu foi o fundador e o primeiro rei da nação de Ashanti, um grande reino da floresta ocidental africana onde agora é Gana. Ele conseguiu convencer meia dúzia de chefes desconfiados a juntarem seus estados sob a liderança de Osei quando, de acordo com lenda, o Tamborete Dourado desceu do céu e permaneceu nos joelhos de Osei Tutu, significando sua escolha pelos deuses. O Tamborete Dourado se tornou um símbolo sagrado da alma da nação que estava especialmente destinada desde que o ouro era a principal fonte de riqueza de Ashanti. Durante o reinado de Osei Tutu, a área geográfica de Ashanti triplicou em tamanho. O reino tornou-se um poder significante que, com a coragem militar e sua política como um exemplo, se sustentaria durante dois séculos.

SHAKA
Rei dos Zulus (1818 – 1848)




Líder forte e inovador militar, Shaka é notável por revolucionar no 19º século a guerra Bantu pelo primeiro agrupamento de regimentos por idade, e treinando seus homens para usar armas unificadas e táticas especiais. Ele desenvolveu a ” azagaia “, uma lança curta, e marchou com seus regimentos em formação apertada, usando grandes proteções para se defender dos inimigos que lançavam lanças. Com o passar dos anos, as tropas de Shaka ganharam tal reputação que muitos inimigos fugiam. Com astúcia e confiança com suas ferramentas, Shaka tornou uma pequena tribo Zulu em uma nação poderosa de mais de um milhão de pessoas, unido todas as tribos da África do Sul contra o regime colonial.

KHAMA
O Rei Bom de Bechuanaland (1819 – 1923)




Khama distinguiu seu reinado como sendo altamente considerado como um governante pacífico com o desejo e habilidade para extrair inovações tecnológicas dos europeus enquanto resistia às tentativas deles para colonizar seu país. Tais avanços incluíram a construção de escolas, alimentos científicos para gado, e a introdução de um corpo de exército policial montado que praticamente eliminou todas as formas de crime. O respeito para Khama foi exemplificado durante uma visita a Rainha Victoria da Inglaterra para protestar contra a permanência inglesa em Bechuanaland em 1875. Os ingleses honraram Khama, confirmado seu apêlo para a continuação da liberdade para Bechuanaland.

SAMORY TOURE
O Napoleão Negro do Sudão (1830 – 1900)




O ascendência de Samory Toure começou quando sua terra natal Bissandugu foi atacada e sua mãe levada capturada. Depois de insistentes apelos, Samory teve permissão para assumir o lugar da mãe, mas depois fugiu e se alistou no exército do Rei Bitike Souane de Torona. Seguindo uma elevação rápida pelos graus do exército de Bitike, Samory voltou a Bissandugu onde logo foi instalado como rei e desafiou expansionismo francês na África lançando uma conquista para unificar a África Ocidental em um único estado. Durante o conflito de dezoito anos com a França, Samory continuamente frustrou os europeus com suas táticas e estratégias militares. Esta astuta coragem militar incitou alguns dos maiores comandantes da França para intitular o monarca africano de " O Napoleão Negro do Sudão ".

MENELIK II
Rei dos Reis da Abissínia (1844 – 1913)



Descendente da lendária Rainha de Sheba (ou Sabá) e do Rei Salomão, Menelik foi a figura principal naqueles tempos na África. Ele converteu um grupo de reinos independentes em um império forte e estável conhecido como os Estados Unidos de Abissínia (a Etiópia). O feito dele em reunir vários reinos que freqüentemente se opuseram fortemente uns aos outros, lhe deu um lugar como um dos grandes estadistas de história africana. As realizações adicionais dele na cena internacional lidando com os poderes mundiais, culminou com a vitória atordoante da Etiópia em cima da Itália em 1896 na Batalha de Adwa (uma tentativa para invadir o país) o colocou entre os grandes líderes da história mundial e manteve a independência do país até 1935.

A Civilização Ioruba

Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), também conhecidos como ou yorubá (io•ru•bá) ou yoruba, são um dos maiores grupo étnico-linguístico ou grupo étnico na África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total.




Origem

As lendas contam que Ilé-Ifé teria sido o próprio berço da humanidade. Ali Todos os povos e reinos descenderiam do deus-rei Odudua, fundador da cidade sagrada. Outra lenda diz que Odudua seria o condutor de uma gente vinda do Leste.




Após a fundação da cidade sagrada o povo teria se espalhado pela região e tomou forma final por volta do final do primeiro milênio. Possível época da fundação de Oyo, capital política dos iorubas. Cidades independentes com seus governantes, camponeses. O Senhor do reino ratificava o poder dos mandantes de cada cidade que era chamado de Bale e tinha a assembléia dos notáveis, que era na realidade a detentora da autoridade. O guarda muralhas, em geral era um mágico, o babalaô, que recolhia os impostos. Uma aristocracia improdutiva controlava as armas, o poder político, o comércio local, nacional e internacional.




As comunidades iorubas que se desenvolveram principalmente no sudeste da atual Nigéria constituíram um dos grandes centros civilizatórios da Guiné e chegaram a influenciar outras civilizações da região, como o reino de Benin. Esta irradiação cultural não se restringiu apenas ao continente africano.

A maioria dos iorubás vivem em grande parte no sudoeste da Nigéria; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba.

Milhares de iorubas escravizados foram desembarcados no Brasil, fecundando a cultura e a história do nosso país. Uma explicação plausível sobre a gênese do povo ioruba, seria as diversas migrações através das regiões entre o Lago Chade e o Níger.




Bem como tendo acesso ao mar, eles compartilham fronteiras com os Borgu (variadamente chamados Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste. Os Igala e outros grupos relacionados, encontram-se no nordeste, e os Egun, Fon, e outros povos de língua Gbe no sudoeste. Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste da Nigéria, há também importantes comunidades yorubás na República do Benin, Gana e Togo.

A maioria dos iorubás são cristãos, com os ramos locais das igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos. O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a tradicional religião iorubá respondendo pelo resto. Os iorubas têm uma história urbana que data de 500 d.C. As principais cidades iorubás são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo, Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè.

Arte


Escultura cabeça de bronze
Yoruba, Ife, Nigéria.

Os Yorubas do Sul da África Ocidental (República do Benin, Nigéria e Togo, incluindo também peças de Gana, Camarões e Serra Leoa), tem uma muito rica e vibrante comunidade artesanal, criando arte contemporânea e tradicional. O costume de arte e artesãos entre o Yoruba é profundamente assinalado no corpo literário Ifá que indica os orixás Ogun, Obatala, Oxum e Obalufon como central à mitologia de criação inclusive a obra artística (isto é a arte da humanidade) Ao longo dos anos, muitos já vieram cruzar idéias estrangeiras da obra artística e arte contemporânea com as formas de arte tradicionais encontradas na África Ocidental.

Língua

O iorubá ou ioruba (Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa, e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-linguístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes.

A língua iorubá vem sido falada pelo povo iorubá há muitos séculos. Ao lado de outros idiomas, é falado na parte oeste da África, principalmente na Nigéria, Benim, Togo e Serra Leoa.

No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos de Cuba (e em menor escala, em certas partes dos Estados Unidos entre pessoas de origem cubana), onde é conhecido também por lucumí).

Pesquisas

Segundo diversos pesquisadores o termo iorubá é recente. Segundo Biobaku, aplica-se a um grupo linguístico de vários milhões de indivíduos. Ele acrescenta que, "além da [língua] comum, os iorubas estão unidos por uma mesma [cultura] e tradições de sua origem comum, na cidade de Ifé, mas não parece que tenham jamais constituído uma única entidade política, e também é duvidoso que, antes do século XIX, eles se chamassem uns aos outros por um mesmo nome". A. E. Ellis mencionou-o, judiciosamente, no título do seu livro The Yorùbá speaking people ("O povo que fala iorubá"), dando a significação de língua a uma expressão que teve a tendência a ser posteriormente aplicada a um povo, a uma expressão ou a um território. Antes de se ter conhecimento do termo iorubá, os livros dos primeiros viajantes e os mapas antigos, entre 1656 e 1730, são unânimes em chamar Ulkumy ou Ulcuim, com algumas variantes. Depois de Snelgrave, em 1734, o termo Ulkumy desapareceu dos mapas e é substituído por Ayo ou Eyo (para designar Oyo).

Francisco Pereira Mendes, em 1726, comandante do forte português de Ajudá, já mencionava em seus relatórios enviados à Bahia os ataques dos ayos contra os territórios de Agadjá, rei de Daomé chamado de "o Revoltoso" por haver atacado Allada em 1724, e que iria, posteriormente, conquistar Uidá, em 1727. Foi esse povo, chamado atualmente uidá (glébué para os daomeanos, igéléfé para os iorubás, ajudá para os portugueses, juda ou grégoy para os franceses, Whidah para os ingleses e fida para os holandeses) e habitado pelos hwéda, que se tornou o principal ponto de exportação dos escravos originários das regiões vizinhas, inimigos do Daomé.

Fontes: Wikipédia / Prefeitura de Barra Mansa

Casamento africano e suas tradições

África, o continente com mais civilizações antigas, com as culturas mais diversas, repleta da enorme diversidade que a caracteriza..., tudo isto naturalmente se reflete nas tradições que dizem respeito ao casamento.




· A maioria das regiões africanas que celebram o casamento tem por base uma premissa: a família. Um casamento africano é isso mesmo: a celebração do conceito da família através da união de duas pessoas; a junção de duas famílias e por vezes até de duas tribos.

· África - o continente da diversidade - apresenta muitas religiões e muitas crenças. Existem mais de 1.000 unidades culturais e cada tribo tem a sua própria tradição relativamente ao casamento. As maiores religiões de África são o Cristianismo e todas as suas diversidades, o Islamismo, Religiosa-Étnica, Não-Cristã, Hinduísmo e Baha’i. No norte de África o Islamismo está mais presente e mais para o sul surge o Cristianismo, o Hinduísmo e até algumas tradições Judaicas misturadas com outros costumes antigos

· As festas coloridas, a música e as danças são elementos fundamentais de um casamento africano. Tudo depende da parte de África onde o casamento é celebrado, mas muitas cerimónias de casamento podem durar dias, sendo extremamente elaboradas. Por vezes, existem cerimónias conjuntas onde diversos casais são casados ao mesmo tempo. O casamento pode ser algo bastante elaborado, envolvendo uma festa na comunidade que pode durar dias, cheia de dança.

· Tal como no restante mundo, o casamento em África é um acontecimento que envolve a família e a junção de duas pessoas. Existem muitas tradições relativas ao casamento em África e nenhuma é igual a outra. Contudo, existe algo em comum, a noiva tem sempre um papel especial sendo sempre tratada com o respeito devido pois ela significa uma nova possibilidade de continuar a família. Em alguns locais, a família do noivo chega a mudar-se para a vila da noiva e monta a sua casa lá.

· Em muitos locais de África, as mulheres são ensinadas desde crianças a serem boas esposas, chegando a aprender linguagens secretas passadas pelas anciãs mais velhas para poderem apenas comunicar acerca dos problemas do casamento, sem que os maridos percebam o que elas dizem. Os noivos, em geral, são preparados desde cedo para serem parceiros ideais. Em algumas tribos os mais idosos reúnem-se com a noiva e dão-lhe sábios conselhos para um casamento feliz. Muitas raparigas vão para escolas onde mães mais velhas as ensinam como ser boas esposas.

Etiópia

Na Etiópia, a povoação Karo decora as suas noivas com tatuagens no abdómen com diferentes símbolos.

Na tribo Amhara, muitos casamentos são negociados pelas duas famílias, com uma cerimónia civil a selar o contrato. Por vezes um sacerdote está presente, outras vezes não. Existe um casamento temporário celebrado através de um contrato verbal antes de ser realizado o casamento em frente às testemunhas.

Kenya

O povo Massai do Kenya faz acordos entre eles relativamente ao destino das suas crianças. Usualmente uma criança está destinada a casar com outra quando chegar à idade apropriada. No casamento, as mulheres são casadas com homens que não conhecem, usualmente muito mais velhos que elas. A noiva recolhe todos os seus bens, e é vestida com as mais finas jóias. Durante a cerimónia o pai da noiva cospe na sua cabeça e peito como sinal da sua bênção; depois a noiva parte com o seu marido para a sua nova casa sem olhar para trás, pois reza a lenda, que se assim não fizer ela transformar-se-á em pedra.
O povo Swahili do Kenya banha as noivas em óleos de sândalo e tatuam henna nos seus pés e mãos. Uma mulher mais velha dá instruções à noiva sobre como ser uma boa esposa, como agradar e fazer sentir bem o seu marido. Por vezes, esta mulher mais velha esconde-se por debaixo da cama dos recém-casados para o caso de serem necessárias instruções adicionais.
Noutra parte do Kenya a maior festa do casamento é a Kupamba, que surge na noite depois do casamento, sendo basicamente um exibir da noiva às mulheres. Nesta festa só estão mulheres, sendo uma festa onde elas podem remover os seus véus, e podem exibir umas às outras os seus magníficos vestidos e penteados, tornando a festa quase numa competição entre mulheres, pois um bom marido providencia boas roupas e boas jóias à sua mulher para que ela as possa exibir às outras.

Nigéria

Os Wodabee da Nigéria cortejam as primas para casar. Os rapazes usam amuletos poderosos para demonstrar o seu encanto às suas primas. Se existirem 2 primos que pretendam a mesma mulher a mulher escolhe um deles, sendo o outro primo convidado a ser amigo do casal e a freqüentar a sua casa, e por vezes até a sua cama!

Namibia

O povo Himba da Namíbia rapta a noiva antes da cerimónia do casamento e coloca-lhe uma espécie de coroa de noiva feita em pele. Depois da cerimônia ela é levada à casa da família onde esta a informa das suas novas responsabilidades de casada, e depois ela é besuntada de manteiga para lhe demonstrar que foi bem aceite na família.

Sudão

No povo Neur do sul do Sudão, o noivo tem de pagar 20 a 40 cabeças de gado à família da sua noiva e o casamento só é considerado completo depois da mulher ter dado à luz 2 filhos. Se a mulher não conseguir dar à luz, ele pode pedir o retorno das cabeças de gado. No entanto, se o marido falecer, a família do noivo deverá providenciar um irmão do falecido à viúva e este deverá adotar as crianças do seu irmão como suas.

Fonte: O Nosso Casamento

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A teologia dos Católicos contra o aborto

Car@s leitot@s,


Segue um post do Blog Maças Podres, mais um texto para discussão, vamos colocar lenha nesse caldeirão rss.

A teologia dos Católicos contra o aborto

Opus Dei
Talvez, as mulheres, as feministas, e nós Maçãs Podres, nunca tenhamos nos perguntado “o porquê” da sociedade tolerar muito mais o abandono de uma criança do que a interrupção de uma gravidez inicial de um zigoto ou embrião. Algo contraditório? Quem sabe.
O fato é que nossa sociedade parece ter mais consideração sobre algo que ainda “nem existe (em termos existencialistas)” do que sobre a vida de mulheres e homens já vívidos de história e com relações sentimentais consolidadas.
Um exemplo é que, em 1983, a lei canônica estabeleceu que os dois únicos atos passíveis de excomunhão automática para a Igreja Católica são, o ataque violento ao corpo do Papa e o aborto. Em outras palavras, a sociedade poderá promover um holocausto ou cometer um genocídio contra uma etnia, pode estuprar uma legião de crianças recém-nascidas e matá-las, condenar seres humanos inocentes a cadeira-elétrica, porém se uma mulher interromper a gravidez de um zigoto ou embrião estará cometendo um crime/pecado muito mais grave que os demais.
Para respondermos os “motivos filosófico-teológicos” deste fato, será necessário retroceder na história que culmina na construção cultural desta sociedade em que estamos inseridas.

Questões Históricas, Teológicas e Filosóficas
Antes e durante o Império Romano, o infanticídio era a principal solução adotada para uma gravidez indesejada pelos principais povos do mundo. Os antigos romanos passaram então a optar pelo “abandono” de um recém nascido quando o infanticídio passou a ser considerado uma prática “bárbara” dos povos germânicos.
Vários foram os interesses estruturais para o fato: o abandono permitia selecionar o sexo da criança e evitava alta mortalidade do aborto (geralmente utilizado por “mulheres solteiras, prostitutas e infiéis, desesperadas para não perderem sua posição dentro da sociedade romana”¹). Outro fator importante dentro deste contexto é a questão econômica, pois raras vezes o recém nascido era adotado, mas o abandono em propriedades privadas possibilitava transformar a criança em escrava, questão fundamental numa sociedade onde o modo de produção era escravista.
Rodas dos excluídos
 No Brasil é comum ouvir falar do termo “rodas dos excluídos"(ou expostos, enjeitados ou dos abandonados), porém esta prática que aqui deriva de 1734 é bem mais antiga na Europa.
Quando estimulados pelos ensinamentos cristãos, expandidos após a queda de Constantinopla, os europeus aderiram a prática do abandono em detrimento ao infanticídio. E foi que na Idade Média, a Igreja decidiu criar a “oblação”, ou seja, a possibilidade de se oferecer a criança a Deus/mosteiros. Contudo, requeria-se o pagamento de um dote, impossibilitando o procedimento aos mais pobres. Devido a demanda “anônima” e sem pagamento, nas regiões da atual Itália, a Igreja Católica criou “os hospitais de crianças rejeitadas”. Por meio de uma portinha giratória, a mulher deixava a criança e tocava uma campainha ao sair. Com o passar dos séculos, devido a demanda, tais “hospitais de rejeitados” foram assumidos pelo Estado Moderno e terminaram por “desaparecer”. Eis a institucionalização oficial definitiva dos conhecidos orfanatos “laicos”.

Teológicas
A mulher como propriedade
De um modo geral, desde o início da cristandade, a posição da Igreja é condizente com os princípios do patriarcado e contrárias a interrupção da gravidez por qualquer mulher.
Assim, legitimar o “pátrio poder”significava confirmar os valores sócio-econômicos desenvolvidos, tanto na idéia da “mulher recipiente” do filho de um homem como na instituição da famullus (direito masculino de ter o poder de vida e morte sobre escravos e de todos os moradores de sua propriedade). A comprovação desta determinação está contida tanto no Velho Testamento hebraico quanto na Didaqué (do séc.I, primeira cartilha de catecismo cristã). Clique na imagem 3.
Para a Igreja, a sexualidade possuía apenas o fim procriativo, reafirmando o valor das bênçãos do matrimônio, pois “na hierarquia das virtudes, o martírio (sofrimento expresso na crucificação), a virgindade (expressa na personificação de Maria) e o celibato (voto exigido aos clérigos) estão a frente”. Não havendo nada de bom no prazer, muito menos se for sexual.
Mas, em linhas gerais, a grande questão teológica sobre o aborto ser ou não permitido, só ocorreu dentro da igreja quando o escravismo não mais existia como principal modo de produção da Europa, na prática, isso significava entender que qualquer interrupção de gravidez não poderia ser considerada homicídio, se feito antes até 40 ou 80 dias de gestação. Ou seja, só quando a questão econômica se alterou, quando parte dos seres humanos deixaram de ser propriedade particular, a possibilidade do aborto tornou-se “aceita” na igreja.
Entre os teólogos que seguiam esta linha, a teoria da “animação ou hominização tardia” que designava o momento em que a alma adentrava ao corpo humano, estão Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. Segundo a teoria, a alma só se unia ao corpo material 40 dias depois da concepção da gravidez, se o feto fosse menino, ou 80 dias depois, se fosse menina. Há um evidente caráter de valorização do feto masculino, fato que deriva das bases aristotélicas da teoria.

A ajuda da Ciência
A posição referente a teoria da “animação ou hominização tardia”, só foi definitivamente descartada dentro da Igreja no XIX, com o Papa Pio XI, quando estabeleceu-se que não havia nenhuma diferença entre feto não formado (com a alma em estado vegetativo) e feto formado (já com o corpo animado). A Igreja Católica só veio replicar que no zigoto já existe um ser humano em “potencial”, quando a ciência deu sua colaboração.
Em 1762, o naturalista suíço Charles Bonnet propõe uma argumentação que seria, segundo interesses dele, capaz de afirmar os valores da ciência e confirmar as teorias da Genesis bíblica: “o preformismo”. A teria propunha que qualquer organismo vivo já contém pré-formados os futuros seres a que dará origem, seja no espermatozóide que transportaria um "homunculus" (animaculismo), ou no óvulo (ovismo).
Outra vez, é importante destacar que na época de Pio XI, o modo de produção capitalista já se consolidava a cerca de um século e existia a noção de que um grande Estado Nacional só ocorria com uma grande população, pois teria mais trabalhadores e soldados.

Filosóficas e sociais

Segundo os filósofos Dombrowski e Deltete, que reviram a posição Católica sobre o aborto ao longo dos séculos, a premissa da proibição parte da idéia do controle da sexualidade (das mulheres, lógico) e atribui-se a origem desta diretriz aos estóicos que ensinavam que o homem deveria controlar as emoções pela razão. Para eles, as explicações católicas médievais seguiram a posição de que o aborto seria uma "perversão da mulher" e atualmente a posição é totalmente ontológica.
Para a Igreja, o sexo só seria moral se fosse para procriar no casamento. Mas a perspectiva tradicional durou até o Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965 (auge do feminismo e das teorias de libertação sexual), quando a sexualidade passou a ter também o propósito da união entre os casais do sagrado matrimônio. Ou seja, o sexo passou a ser moral dentro do casamento, desde que não houvesse qualquer empecilho a gravidez. Eis a explicação para a proibição do uso da camisinha ou qualquer método contraceptivo.
Apenas a abstinência sexual periódica é aceita pela Igreja para a mulher não engravidar, o que também não é muito recomendável pela Igreja já que a esposa tem “suas obrigações” para com o marido.
Assim, mais proibitiva que as demais religiões citadas (budismo, islamismo e judaísmo),o catolicismo só permite a interrupção da gravidez quando nos casos que se precise remover um órgão para preservar a vida da gestante (Ex: a mulher com câncer de útero terá que removê-lo durante a gravidez). Mas não são em todos os casos de risco de vida para a mulher.
Se uma mulher estiver grávida, podendo morrer no parto, por sofrer de doença cardíaca grave, mesmo que os médicos aconselhem a retirada do embrião, a Igreja Católica defende que não se interrompa a gravidez, pois se a mulher morrer quando estiver dando a luz é por que esta foi a vontade de Deus.


Texto: Ana Clara Marques e Patrick Monteiro

UM MILITANTE EM CONSTANTE CRIAÇÃO POR ROQUE PEIXOTO


Posto aqui no nosso espaço com todo prazer, carinho, respeito e admiração essas palavras do meu companheiro de luta Roque Peixoto.

UM MILITANTE EM CONSTANTE CRIAÇÃO

(Ou para além do meu tempo!)

Tenho criticado posturas de velhos militantes do Movimento Negro. E tenho feito isso com muito respeito e preservando as pessoas. Afinal, as divergências que tenho são quanto à forma política de se fazer movimento por parte destas pessoas. Tenho feito isso, por que estou “me criando”. A humildade que aprendi dentro de casa através de uma Matriarca de tradições africanas me mantém um ser em construção constante. Pois então, me criando a cada dia.


Tenho feito críticas às direções de organizações que deixam suas entidades sucumbirem e ficar à margem das lutas em andamento. Pois direção que apenas reclama e não propõe, não está apta a ser direção.


Tenho saudades do tempo em que esperava os dias das reuniões do MNU, lá no Curuzú, em frente a minha casa (que ainda mantenho, pois nunca me afasto da minha origem. Seria péssimo para a minha criação), com as chaves do prédio para entregar a Nei Pires, a quem até hoje chamo carinhosamente de tio. Ficava esperando quando aquela Negrada chegava e eu ia até lá, levava a chave, conseguia água gelada, e participava das reuniões. Isso eu tinha ainda 11 anos. Será que é por que eu comecei a me criar cedo de mais?


Daqueles anos, minhas referências: Edmilton Sacramento, Eliana Rainha, Lindinalva de Paula, Ivonei Pires, Hamilton Borges, Suely, Professor Alberto, entre outras pessoas. Em especial, O Professor Alberto, hoje fotógrafo renomado na Bahia e no Brasil. Este era meu professor de Capoeira Angola e foi quem me convidou para a primeira reunião. Este ajudou a me criar e continua me ajudando. Pois cada mensagem que recebo deste, me enche de conhecimento e alegria.


O tempo foi passando e eu, como pessoa em criação, acompanhando ele. Coisas aconteceram. Disputas, rupturas, quebra de confiança, etc. Até que me decidi desfiliar do MNU. Mas em nenhum momento coloquei esta importante entidade em cheque. Pois a organização, assim como as pessoas, deve ser preservada. Mas critiquei duramente uma direção que destruiu uma organização tão séria. Será que fiz isso por que faz parte da “criação” romper com os pais e irmos morar só? Ou casar? Trabalhar? Afinal chega o dia que os pais cobram de nós para irmos viver nossas próprias vidas.


Há algum tempo estou militando na Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN). Mas ainda tenho referências importantes no MNU, como o Edmilton, o Marcelo Dias, Marta Almeida, Consuelo, entre outras pessoas. Mas com certeza não tenho em figuras como o Reginaldo Bispo, referencia alguma. E talvez por isso, o mesmo não consiga romper com seus limites de estabelecer e reconhecer que as gerações se criam. E eu ainda não me sinto criado. Talvez por isso, continuo em atividade para além da internet. Continuo construindo para além do partido que milito, o Partido d@s Trabalhador@s. E como ainda estou me criando, talvez não queira me enquadrar nessa tal moral que o mesmo diz que eu preciso ter para falar ou escrever sobre algo ou alguém. E justamente por pensar diferente daqueles que pararam no tempo, consigo fazer leituras da conjuntura que me levam a propor questionamentos a uma SEPROMI inoperante. E a ex-gestora, hoje ministra, precisa voltar na Bahia para fazer-mos um bom balanço do que foi a gestão da mesma.


Aprendi que reconhecendo os erros, conseguimos avançar e acertar mais. E espero que Luíza faça isso na SEPPIR. Torço, de verdade, para consigamos avançar aquilo que precisamos avançar, pois ainda estamos muitos lentos.


Por fim, gostaria de aproveitar para agradecer a algumas que tem contribuído nos últimos cinco anos para o aprimoramento da minha criação e estão me ensinando sobre uma MORAL MAIS AFRICANA. Obrigado Kika de Bessén, Márcia Faro, Gevanilda, Cleide Hilda, Makota Celinha, Jussara da Aspiral do Reggae, Flávio Jorge, Rafael Pinto (que chamo carinhosamente de Pai), Matvs das Chagas, Matilde Ribeiro, e ao meu grande mestre aqui na Bahia, Gilberto Leal. Quero agradecer pelas palavras e textos da Maria Luíza Júnior que contribuem muito para o meu criar. Agradecer a Mãe Val do Afoxé Ogum de Ronda. E agradecer às pessoas que estão fazendo Movimento Negro para além da internet. Essas pessoas sim merecem minha moral e meu respeito. Até por que, respeito é pra quem tem!!!


Sigo me criando com essas referências. E propondo um Ano de 2011 diferente, de fato, para o povo negro.


Sejamos mais Movimento Negro, em memória dos Malês e com as bênçãos de Oxum e Yemanjá!!!


Saudações Quilombolas e Socialistas!!!


Roque Peixoto



Roque Peixoto
Coordenação Nacional de Entidades Negras - CONEN
Secretário Adjunto de Combate ao Racismo do PT-Ba
Membro do Coletivo Nacional de Combate ao Racismo do PT
http://www.construindoumnovobrasil.com.br/

Departamento para Assuntos da Sociedade Civil Organizada
Secretaria de Relações Institucionais
Prefeitura Municipal de Maragojipe - Ba


A melhor mensagem de rodapé está na consciencia.
Chega de palavras que não são minhas. Se quiser uma mensagem legal, me ligue ou me escreva. (Roque Peixoto)

Roque Peixoto
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